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Vale a pena comprar um smartphone xing-ling no Camelódromo?

Custo x benefício

6 DEZ 2013
Renan Gonzaga
09h00min
Camelódromo da Capital. Foto: Renan Gonzaga

Sonho tecnológico de muitos campo-grandenses, os smartphones estão no topo dos pedidos de presentes neste Natal. Os tops do mercado, como o Galaxy S4 e o iPhone 5S, fazem a cabeça de qualquer apaixonado pelo mundo high tech. Produzidos com materiais caros, design diferenciado, além de estarem munidos com a última tecnologia e softwares avançados, esses aparelhos acabam sendo copiados por muitos outros xing-lings genéricos mundo a fora.

A expressão "xing-ling", que lembra a pronuncia de algum nome chinês, obviamente se refere a China. Lá eles são craques em copiar produtos de marcas famosas. Tudo para agradar os consumidores de todo o mundo, incluindo você que faz compras no camelódromo. E o aparelho "top de linha" mais famoso é o HiPhone, com configurações boas até, só que produzido com materiais mais baratos.

 

Nas ruas de Campo Grande, e no próprio camelódromo, você pode encontrar aparelhos com preço entre R$ 60,00 e R$ 100,00. E com as vendas de Natal aquecendo a economia neste final de ano, não é difícil achar alguém procurando uma opção barata de smartphone, com um preço bem tentador e acessível. E os recursos incluem TV, rádio FM, câmera, Wi-Fi, tela touch e principalmente 2, 3 ou até 4 chips simultâneos.

É UM ERRO COMPRAR UM XING-LING?

"É um excelente aparelho, estraga se não cuidar. Substituição de aparelho por defeito não tem", é o que explica o vendedor Milton Toledo. Mas todo mundo sabe que para tornar o custo mais barato, os fabricantes usam materiais de qualidade inferior e por isso a possibilidade de apresentar algum defeito é maior. Quem nunca ouviu algum amigo reclamar depois que comprou um aparelho genérico e do nada resolveu parar de funcionar?

Talvez não seja um erro, mas o consumidor deve estar ciente que o smartphone pode estragar com mais facilidade. "Tem de dois chips e tem de três chips", oferece uma vendedora que não quis se identificar. "A qualidade é a mesma, funciona direitinho. O que acontece mais é estragar o touch porque é réplica. Mas é só não deixar cair e molhar", orienta a vendedora.

PONTOS POSITIVOS

Grande parte dos xing-lings tem tela touch, Java e conectividades com Bluetooth e Wifi. O player de vídeo e mp3 funciona bem, assim como a televisão. Ou seja, são aparelhos que saem disparados na área multimídia. Porém, por não serem compatíveis com serviços da Apple e do Google Play, não dá para comprar aplicativos, mas dá para passar tudo para o pc sem dificuldades, além de baixar conteúdos "livres" pela internet.

No caso da Apple, o iTunes complica a vida de muitos compradores, junto com a necessidade de criar uma conta para ter acesso aos apps, pagos em sua maioria. Mas isso funciona como uma forma de organizar, estruturar e registrar todos os usuários. É toda uma burocracia que acaba estressando quem está acostumado com a praticidade de passar arquivos diretos do celular para o computador de mesa ou notebook.

Outro ponto em que a Apple sai perdendo é a falta de conectividade por Bluetooth entre os aparelhos e outros dispositivos. Quem está acostumado a compartilhar músicas e outros arquivos com amigos com certeza sente falta de celulares mais simples. Também tem a questão do armazenamento, que não é disponível nos aparelhos da Maçã.  E é aí que o xing-ling entra ganhando e se torna muito procurado neste fim de ano.

Camelódromo da Capital. Foto: Renan Gonzaga
Camelódromo da Capital. Foto: Renan Gonzaga
Camelódromo da Capital. Foto: Renan GonzagaCamelódromo da Capital. Foto: Renan GonzagaAparelhos xing-lings. Foto: reprodução

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