Menu
quarta, 21 de outubro de 2020
Algo mais

Vale a pena comprar um smartphone xing-ling no Camelódromo?

Custo x benefício

06 dezembro 2013 - 09h00Por Renan Gonzaga

Sonho tecnológico de muitos campo-grandenses, os smartphones estão no topo dos pedidos de presentes neste Natal. Os tops do mercado, como o Galaxy S4 e o iPhone 5S, fazem a cabeça de qualquer apaixonado pelo mundo high tech. Produzidos com materiais caros, design diferenciado, além de estarem munidos com a última tecnologia e softwares avançados, esses aparelhos acabam sendo copiados por muitos outros xing-lings genéricos mundo a fora.

A expressão "xing-ling", que lembra a pronuncia de algum nome chinês, obviamente se refere a China. Lá eles são craques em copiar produtos de marcas famosas. Tudo para agradar os consumidores de todo o mundo, incluindo você que faz compras no camelódromo. E o aparelho "top de linha" mais famoso é o HiPhone, com configurações boas até, só que produzido com materiais mais baratos.

 

Nas ruas de Campo Grande, e no próprio camelódromo, você pode encontrar aparelhos com preço entre R$ 60,00 e R$ 100,00. E com as vendas de Natal aquecendo a economia neste final de ano, não é difícil achar alguém procurando uma opção barata de smartphone, com um preço bem tentador e acessível. E os recursos incluem TV, rádio FM, câmera, Wi-Fi, tela touch e principalmente 2, 3 ou até 4 chips simultâneos.

É UM ERRO COMPRAR UM XING-LING?

"É um excelente aparelho, estraga se não cuidar. Substituição de aparelho por defeito não tem", é o que explica o vendedor Milton Toledo. Mas todo mundo sabe que para tornar o custo mais barato, os fabricantes usam materiais de qualidade inferior e por isso a possibilidade de apresentar algum defeito é maior. Quem nunca ouviu algum amigo reclamar depois que comprou um aparelho genérico e do nada resolveu parar de funcionar?

Talvez não seja um erro, mas o consumidor deve estar ciente que o smartphone pode estragar com mais facilidade. "Tem de dois chips e tem de três chips", oferece uma vendedora que não quis se identificar. "A qualidade é a mesma, funciona direitinho. O que acontece mais é estragar o touch porque é réplica. Mas é só não deixar cair e molhar", orienta a vendedora.

PONTOS POSITIVOS

Grande parte dos xing-lings tem tela touch, Java e conectividades com Bluetooth e Wifi. O player de vídeo e mp3 funciona bem, assim como a televisão. Ou seja, são aparelhos que saem disparados na área multimídia. Porém, por não serem compatíveis com serviços da Apple e do Google Play, não dá para comprar aplicativos, mas dá para passar tudo para o pc sem dificuldades, além de baixar conteúdos "livres" pela internet.

No caso da Apple, o iTunes complica a vida de muitos compradores, junto com a necessidade de criar uma conta para ter acesso aos apps, pagos em sua maioria. Mas isso funciona como uma forma de organizar, estruturar e registrar todos os usuários. É toda uma burocracia que acaba estressando quem está acostumado com a praticidade de passar arquivos diretos do celular para o computador de mesa ou notebook.

Outro ponto em que a Apple sai perdendo é a falta de conectividade por Bluetooth entre os aparelhos e outros dispositivos. Quem está acostumado a compartilhar músicas e outros arquivos com amigos com certeza sente falta de celulares mais simples. Também tem a questão do armazenamento, que não é disponível nos aparelhos da Maçã.  E é aí que o xing-ling entra ganhando e se torna muito procurado neste fim de ano.

 

Leia Também

Filha comemora aniversário com foto em tamanho real do pai, morto há um ano
Geral
Filha comemora aniversário com foto em tamanho real do pai, morto há um ano
VÍDEO: menino de 2 anos tem pescoço amarrado com coleira por tio-avô em Chapadão do Sul
Foi preso
VÍDEO: menino de 2 anos tem pescoço amarrado com coleira por tio-avô em Chapadão do Sul
No horário eleitoral noturno, candidatos falam de infraestrutura e educação infantil
Cidade Morena
No horário eleitoral noturno, candidatos falam de infraestrutura e educação infantil
Brasil tem 661 mortes por covid em 24h e total se aproxima de 155 mil
Geral
Brasil tem 661 mortes por covid em 24h e total se aproxima de 155 mil