O segurança Luiz Gustavo, de 38 anos, ainda convive com as consequências de um acidente de moto provocado por um buraco na Avenida Gury Marques, enquanto retornava do trabalho, em Campo Grande. Além dos prejuízos financeiros, ele segue com dores no ombro e perda de força no braço direito.
Segundo o motociclista, o acidente aconteceu por volta das 5h do dia 26 de junho, quando seguia para casa após o expediente. Ao passar pelo trecho danificado da via, perdeu o controle da motocicleta, caiu e foi arrastado por aproximadamente 30 metros.
"Do jeito que caí, me levantei desnorteado. Quando fui para o acostamento, um motociclista quase me atropelou. Deus me livrou, porque ele conseguiu desviar", relembra.
Luiz lembra que, naquele dia, o frio intenso acabou oferecendo uma proteção extra. "Eu estava com três calças, três casacos e uma capa de chuva, o que ajudou a reduzir a gravidade dos ferimentos, mas ainda assim rasgou as roupas e comeu toda a luva no asfalto", conta.
A ajuda veio de outro motociclista e de um agente de trânsito que passava pelo local. Os dois retiraram a moto da pista, evitando novos acidentes em meio à neblina que dificultava a visibilidade.
Luiz procurou atendimento médico, realizou exame de raio-X e não constatou nenhuma fratura.
Além das dores, o acidente também pesou no bolso do segurança que se revolta com o prejuízo. "O primeiro orçamento para consertar a moto passava de R$ 4 mil. Tive que comprar as peças e ainda assim saiu por R$ 1,5 mil, que a prefeita não vai pagar", lamenta.
Indignado, o trabalhador critica as condições das vias e diz que o prejuízo poderia ter sido evitado.
"A gente fica chateado. Paga imposto certinho, se anda atrasado prendem a moto, se faz alguma coisa errada é penalizado, mas quando tem um buraco que causa um acidente, o prejuízo fica para a gente. Fiquei no prejuízo, mas graças a Deus foram mais danos materiais. Poderia ter sido muito pior", comenta.








