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há 41 minutos

Há anos aguardando exames, idosa cai em golpe e perde R$ 1,5 mil (vídeo)

Golpista usou número de telefone clonado e foto de advogado do interior de São Paulo

A aposentada Tânia Pereira Sanches, de 63 anos, perdeu R$ 1,5 mil após cair em um golpe aplicado por uma pessoa que se passou por representante ligado ao pagamento de um processo judicial. O contato ocorreu por meio de mensagens no celular, enquanto ela acompanhava os trâmites do inventário da mãe, já falecida.

Ela conta que o golpista teria entrado em contato, afirmando que ela tinha ganhado um processo e que precisava confirmar informações para que o dinheiro fosse depositado. Tânia acreditou no suposto advogado porque ele utilizava um número de telefone que - ela suspeita - tenha sido clonado do advogado que acompanhava o caso dela. 

Entretanto, para além disso, o suspeito usava a fotografia de um advogado que realmente existe e atua no interior de São Paulo, mas com outro nome. Durante a conversa, ele teria, ainda, enviado a ela uma mensagem afirmando que estava em uma audiência judicial no Fórum de Campo Grande, como forma de reforçar a identidade falsa. 

“Recebi uma mensagem no celular falando que eu tinha ganhado um processo e que precisava dos meus dados para fazer um depósito. Na realidade, era um golpe, e tiraram o dinheiro da minha conta”, contou.

O homem teria, ainda, dito a ela que trabalha no Fórum de Campo Grande, em um setor que seria responsável pelos pagamentos nesses casos. 

Tânia conta que o golpista sabia seu nome completo, endereço, CPF, RG, informações bancárias e detalhes sobre o inventário da mãe. Por isso, ela acreditou que estava conversando com alguém ligado ao escritório de advocacia responsável pelo caso. “Ele sabia tudo a meu respeito. Sabia meu nome, meu endereço, meu CPF, meu RG, a conta que eu tinha no banco e até do inventário da minha mãe”, relatou.

A vítima afirma que perdeu R$ 1,5 mil, dinheiro que faz falta para suas despesas. Após perceber que havia sido enganada, procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por estelionato e procurou a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para obter orientações. Lá, ela conta, foi informada de que o homem que entrou em contato com ela não era o profissional que dizia ser e, ainda, estaria utilizando indevidamente a identidade de outro profissional. 

Tânia contou ainda que seu advogado a acompanhou à delegacia. No entanto, segundo ela, foi orientada pela OAB de que o profissional precisaria adotar providências próprias em relação ao uso indevido de seus dados e de sua identidade, em outro boletim de ocorrência.

A aposentada afirma que ficou abalada com a perda financeira. “É um dinheiro, mil e quinhentos reais, que faz falta para a gente”, lamentou.

Alerta para golpes

O caso reforça a importância de desconfiar de mensagens que anunciam a liberação de valores judiciais e solicitam informações pessoais ou bancárias. 

Mesmo quando o contato parece vir de um advogado conhecido e apresenta dados verdadeiros sobre um processo, é importante confirmar a identidade do interlocutor por um canal independente, como um número de telefone já conhecido.

Fotografias, documentos e informações pessoais podem ser utilizados por criminosos para dar credibilidade à abordagem. Por isso, a confirmação direta com o profissional responsável pelo processo pode ajudar a evitar prejuízos.

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