O homem que invadiu a Escola Municipal Vanderlei Rosa de Oliveira, no bairro Novos Estados, em Campo Grande, nesta quarta-feira (4), acreditava que estava sendo perseguido, segundo a diretora Lucilene Fernandes de Oliveira. Ele é pai de um aluno da unidade e, conforme informações repassadas à Polícia Militar pela direção e por professores, faz uso de medicamentos controlados.
De acordo com Lucilene, a situação começou por volta das 12h20, quando o homem entrou na área administrativa da escola, localizada na Rua Barão de Grajaú. Ele teria apresentado um surto depois que seu carro apresentou problemas mecânicos e, acreditando estar sendo perseguido, procurou abrigo dentro da unidade.
“Ele teve um surto psicótico. O carro dele estragou, ele achou que alguém estava perseguindo ele e entrou aqui dentro da escola para se esconder”, relatou a diretora.
O homem entrou em uma sala de arquivos da secretaria, encontrou a chave e trancou a porta. Funcionários tentaram conversar com ele, mas não conseguiram convencê-lo a sair.
“A secretária me acionou dizendo que uma pessoa havia adentrado a escola e invadido a secretaria. Eu falei calma e liguei rapidamente para o comandante da Guarda Municipal, que prontamente enviou as viaturas”, contou Lucilene.
Equipes da Guarda Civil Metropolitana foram acionadas e iniciaram as negociações. Outros policiais também compareceram ao local para auxiliar no atendimento.
Segundo a diretora, cerca de 20 minutos depois, o homem abriu a porta e foi contido pelos agentes de segurança.
Lucilene também esclareceu que ele carregava uma chave de roda, utilizada na tentativa de consertar o veículo que havia apresentado problemas.
“Ele não estava armado. Estava com uma chave de roda que era do carro que ele estava tentando abrir para poder ir embora, mas o carro não funcionou”, explicou.
Alunos permaneceram em segurança
Apesar da tensão provocada pela ocorrência, a diretora garantiu que o homem não teve contato com os estudantes. Ele permaneceu na área administrativa, que fica distante do acesso utilizado pelos alunos.
“Não houve nenhum problema para ninguém, até porque ele estava aqui na parte administrativa. E o portão para os alunos é um portão totalmente longínquo da situação”, afirmou.
A Semes (Secretaria Municipal de Educação) também foi comunicada e, segundo a diretora, prestou apoio à unidade.









