A saudade de uma filha que morreu atropelada, o cuidado de uma mãe com o túmulo da filha única e as lembranças de familiares que já partiram. Histórias diferentes, mas marcadas pelo mesmo sentimento, emocionam quem visita o Cemitério Santo Amaro, em Campo Grande, nesta segunda-feira (2), Dia de Finados.
Entre os visitantes está seu Evaldo, que foi ao cemitério prestar homenagens à filha e ao avô, sepultados no local. Para ele, a data representa um compromisso com a memória dos familiares, além de uma oportunidade para cuidar dos túmulos e recordar os momentos vividos ao lado deles.
A lembrança mais dolorosa é a morte da filha, vítima de um atropelamento em frente à residência da família. Segundo Evaldo, a menina estava na calçada quando foi atingida por um carro. Desde então, cada visita ao cemitério faz com que ele reviva os momentos da tragédia.
“É uma saudade que nunca vai acabar, né? Nunca vai passar”, desabafou.
O visitante contou que a perda da filha continua presente em sua memória e que, ao chegar ao túmulo, as lembranças do acidente retornam.
“Quando a gente vem aqui, aquele filme tudinho passa pela cabeça da gente”, relatou.
Além da filha, Evaldo também visitou o túmulo do avô, que morreu em idade avançada, após enfrentar complicações de saúde.
Amor de mãe permanece mesmo com a ausência
Assim como Evaldo, Ecidalva Batista, de 52 anos, também carrega a saudade de uma filha. Nesta segunda-feira, ela foi ao Cemitério Santo Amaro para cuidar do túmulo da filha única, mantendo uma rotina de visitas que não se limita ao Dia de Finados.
Enquanto realizava a limpeza do local, Ecidalva contou que o cuidado representa uma maneira de preservar a memória da filha, que, segundo ela, continua presente em seu coração.
“É uma importância que eu levo no meu coração, como se ela não tivesse partido. Ela está presente aqui dentro de mim até hoje”, afirmou.
Ao ser questionada sobre a lembrança mais marcante, a mãe destacou a oportunidade de ter convivido com a filha e o significado da maternidade em sua vida.
“A memória mais forte que eu tenho dela foi o dom de eu ter a oportunidade de ser a mãe dela. Foi uma honra muito grande”, declarou.
Para Ecidalva, a passagem do tempo não diminui o amor nem apaga as lembranças.
“Minha menina sempre estará viva dentro do meu coração”, completou.
Lembranças felizes ajudam a enfrentar a saudade
Para a funcionária pública Sandra Maria, de 64 anos, o Dia de Finados também é uma oportunidade de recordar familiares e amigos que já partiram.
Ela participou da celebração religiosa realizada no Cemitério Santo Amaro e contou que tem avós, tios, uma irmã e amigos sepultados no local.
Sandra destacou a importância das orações em memória dos falecidos e explicou que prefere guardar as boas lembranças dos momentos compartilhados com as pessoas que fizeram parte de sua vida.
“As memórias são boas, lembranças são boas. Tristeza não, jamais. Fica muita saudade”, afirmou.








