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Campo Grande

Afonso Pena: grupo faz ato por voto em cédula e diz que urna eletrônica 'melou' vitória de Bolsonaro

Maioria dos presentes em frente a Cidade do Natal é apoiadora do capitão da reserva do Exército

17 outubro 2018 - 19h00Por Thiago de Souza e Dany Nascimento

Grupo se reuniu na Avenida Afonso Pena, na tarde desta quarta-feira (17), em frente a Cidade do Natal, em Campo Grande, em ato que pede o retorno da votação em cédulas de papel. Os manifestantes, a maioria apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL), relatam erros em urnas eletrônicas e dizem que a eleição poderia ter acabado no 1º turno.

A organizadora do evento, Juliana Gaioso Pontes, disse que o ato foi anunciado no Facebook e já contava com a confirmação de pelo menos 1.500. No entanto, a rede social cancelou o evento e ela não sabe se as pessoas irão de fato.

Um carro de som está no local e um locutor faz a apresentação do ato e convida motoristas e pedestres para participar. Os manifestantes devem ficar no local até por volta das 19h.

Juliana Gaioso acha que urna eletrônica atrapalhou Bolsonaro. (Foto: Wesley Ortiz)

Para o evento, Pontes convidou o procurador aposentado, Felipe Gimenez, que se apresenta como especialista em urnas eletrônicas. Ele vai mostrar como o equipamento funciona em detalhes.

Para Juliana, o voto em cédula é uma forma de evitar todos os problemas que ocorreram no primeiro turno, dia 7 de outubro. ''Há relatos de amigos que tentaram votar no Bolsonaro e não conseguiram. Quando iam escolher o governador o sistema finalizava e não dava para escolher o presidente'', critica a organizadora.

No entanto, Pontes não acredita em fraude, mas em erro do sistema já que é um equipamento eletrônico passível de defeitos.

Grupo pede volta da votação em cédula de papel. (Foto: Wesley Ortiz)

A aposentada Shizuko Shiota, 68 anos, chegou a Afonso Pena com uma bandeira do Brasil enrolada nas costas e ao lado do marido. Ela disse que ficou sabendo do evento pelas redes sociais. Shiota lembrou que tem uma amiga em Ribeirão Preto (SP) que revelou ter tido  problemas para votar em Jair Bolsonaro no 1º turno.

''Ela tentou confirmar a opção  em Bolsonaro por três vezes e não conseguiu. Somente fez o voto na quarta tentativa'', explicou Shiota. Ela também acredita que o candidato miltar era para ser eleito no primeiro turno e por isso defende o voto em cédula.

Joao Pedro da Silva Neves, 28 anos, é supervisor de uma empresa de limpeza se mostrou a favor do voto em cédula. Com a votação em cédula de papel, que traria o nome do candidato e um quadrado ao para assinalar um 'x', o homem acredita que haveria menos problemas.  

''Ouvi muita reclamação. Gente que não conseguiu votar para deputado estadual e senador.  E para presidente muito mais'', reclamou Neves. '' A urna é passível de erro e tem de ter outra opção'', sugeriu.