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Campo Grande

Ainda sem um acordo com Bernal, greve dos professores continua na Capital

Greve geral

05 maio 2016 - 07h38Por Anna Gomes

Sem conseguir um acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) continuam em greve por tempo indeterminado. A categoria reclama da demora de uma reunião com Bernal e dizem que a Câmara Municipal está ouvindo a classe mais rapidamente do que o próprio município.

Conforme o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Souza Nobre, durante a manifestação na Câmara realizada na terça, os vereadores adiantam que enquanto a categoria não resolver o que querem, eles não podem fazer nada.

"A greve serve para avanços, gostaríamos de nos reunir com o prefeito buscando avançar nas negociações e assim teríamos uma proposta para apresentar para os vereadores. O negócio está acontecendo de forma contrária, a câmara está nos ouvindo primeiro do que a prefeitura", ressaltou Lucílio.

Enquanto nenhum acordo acontece, a categoria segue com a greve que começou na última segunda-feira (2). Nesta quinta-feira (5), os professores prometem novamente fazer uma manifestação em frente a prefeitura por volta das 8h da manhã. A categoria não aprova o projeto de lei do prefeito que concede reajuste de 2,79%.

Os professores não querem aprovação do projeto do Bernal porque eles alegam que necessitam primeiro ter um entendimento sobre as propostas, para depois definirem se aprovariam “A ACP não abre mão do reajuste referente a 2015, de 13,01%, mais o novo reajuste deste ano, de 11,36%. Pode até receber o piso de forma fracionada, querem o que é direito, conforme a lei 5411”, destacou o presidente da ACP.

(Professores durante a manifestação da última segunda-feira (2), no centro da Capital. Foto: Geovanni Gomes)

Lucílio está revoltado com a versão de defesa apresentada pelo prefeito. “Ele alegou que por conta da lei eleitoral não poderia conceder aumento acima de 2%. Bernal mentiu porque teve oportunidade de dar aumento, em outras datas, antes da lei orgânica entrar em vigor. Mas ele não sinalizou nada para ACP. O Bernal ainda preferiu enviar um projeto para a Câmara Municipal sem discutir com a categoria. Isso dificulta o diálogo, porque ele não negocia com a classe”, concluiu

Greve

Atualmente, segundo o sindicato, mais de 400 professores estão em greve, 56 escolas municipais, que representam 62% de um total de 92 instituições. Elas estão com suas atividades parcialmente paralisadas, além de quatro Ceinf´s (Centros de Educação Infantis) que também aderiram à greve.

Lucílio explicou que as instituições trabalham com atividades de forma diferente, ou seja, os professores antecipam as aulas ou os alunos são dispensados mais cedo e há mudanças de carga horária. “Todas as 92 escolas estão com atendimento prejudicado, não estão funcionando regularmente”, explicou.