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Campo Grande

Paciente com crise renal faz exames, mas é mandada para casa sem medicação

Sônia esperou quatro horas pelo atendimento, mas não foi medicada e voltou para casa com fortes dores

24 agosto 2018 - 13h10Por Dany Nascimento

Revoltada com o descaso no atendimento que recebeu ao procurar ajuda para a mãe com fortes dores, Letícia Santana da Silva, 22 anos, afirma que falta dedicação e agilidade dos profissionais que prestam atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninhas. A jovem afirma que Sônia de Souza Silva, 42 anos, começou a passar mal em casa e foi levada para a unidade.

“Minha mãe teve um crise renal e não foram capaz de dar nenhum medicamento para dor. Ela esperou horas por atendimento, ficou passando mal e, quando conseguiu ser atendida, fez exames e foi orientada a ir para casa. É revoltante isso, se fosse parente do médico ou até mesmo a mãe dele, com certeza seria atendida rápido, mas como não é ninguém que eles conhecem ou tem afeto, tratam dessa maneira. Minha mãe estava travando as pernas de tanta dor. Gastam milhões para colocar semáforo em rotatória e a saúde é essa calamidade, profissionais apenas pelo salário mesmo”, diz a filha.

Sônia explica que chegou ao local por volta das 21 horas e só foi atendida durante a madrugada, após um paciente ficar irritado e socar a porta. “Fizeram a ficha, fizeram a triagem e nada. Me atenderam 1h45 porque um homem bateu na porta porque, na hora de chamar a gente, a médica foi atender telefone e ficou horas lá dentro. O guarda municipal veio e ficou bravo, ainda falei para eles, vocês acham certo a gente estar aqui esperando horas e horas, tinha gente que chegou 17 horas e ainda não tinha sido atendida”.

A paciente destaca que fez dois exames e foi orientada pela médica a ir para casa com dor. “Fui atendida, passou exames de sangue e urina, falei que estava com muita cólica renal, ela falou que ia passar apenas exames. Perguntei se ia dar algum remédio para dor, ela falou que não, quando saísse o resultado teria algum remédio. Eu fui, fiz exames e voltei agora de manhã, falei que estava com dores e perguntei do resultado do exame. A atendente falou que não estava pronto e era para eu ir para casa, que não ia adiantar eu ficar lá. O posto está lotado”.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura informou que 'na consulta com o médico, o paciente pode solicitar os medicamentos que achar pertinente, entretanto a prescrição da receita dependerá da avaliação do profissional diante da necessidade relatada pelo paciente.

Neste caso específico, a paciente diz ter feito tratamento com antibiótico anteriormente, o que compromete a administração de novas drogas para tratar possíveis infecções. 

Com o resultado dos exames que já estão prontos, o médico plantonista pode avaliar a condição clínica da paciente e, havendo necessidade, prescrever novas medicações. 

Vale destacar, que no ato da consulta com o profissional médico, o mesmo é o único e responsável pela conduta adotada diante da queixa do paciente'.