Uma ambulância do Corpo de Bombeiros atolou ao atender uma ocorrência na Estrada EW10, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande, e precisou ser rebocada com o auxílio de um jipe de um morador do bairro. Moradores afirmam que a situação da rua é crítica há anos e denunciam falta de manutenção por parte do poder público.
Segundo relato enviado à reportagem, o veículo de resgate foi acionado para socorrer uma pessoa atacada por abelhas, mas acabou preso no barro durante o deslocamento. Devido ao atolamento, a vítima precisou ser levada ao hospital em outro carro. “Além do risco à vida da pessoa, ainda tem o descaso com quem mora aqui”, relatou um morador.
A denúncia aponta que a Estrada EW10 está praticamente intransitável, principalmente em dias de chuva. Trechos inteiros ficam cobertos de lama, deixando moradores ilhados. “Tem um trecho que está impossível de passar. Quando chove, não dá para sair de casa”, disse.
O problema, segundo os moradores, se agravou nos últimos dois anos. Mesmo com reclamações frequentes à prefeitura, a situação não teria sido resolvida. “Já fiz várias reclamações e não consigo nem o mínimo, que seria uma patrola na rua”, afirmou.
A dificuldade de acesso impacta diretamente o dia a dia da comunidade. Apenas veículos altos conseguem trafegar. “Eu só consigo sair porque tenho um Jeep. Quem tem carro baixo não passa de jeito nenhum”, contou o denunciante.
Outro ponto que revolta os moradores é o valor do IPTU. De acordo com o relato, há imóveis que pagam cerca de R$ 4 mil por ano, mesmo sem infraestrutura básica. “O IPTU é altíssimo, mas não temos nenhum serviço público. Nem as vias são mantidas em condições mínimas”, criticou.
Os moradores temem que novas emergências sejam prejudicadas pela falta de acesso. Para eles, o episódio envolvendo a ambulância escancarou a gravidade do problema. “Se nem o carro dos bombeiros consegue passar, imagina a gente”, desabafou.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber se há previsão de manutenção na rua citada e melhorias na região. O espaço segue aberto para manifestação.









