TJMS JANEIRO
Menu
domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Bernal anuncia Força-Tarefa para cobrir buracos, mas diz não saber detalhes

09 outubro 2015 - 09h54Por Anna Gomes

O prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) prometeu, na manhã desta sexta-feira (9), fazer uma força-tarefa com a intenção de tentar acabar com umas das principais dores de cabeça que está assombrando quem mora na Capital: os buracos. Mesmo assim, o chefe do Executivo não soube informar nenhum detalhe do plano de trabalho.

Mesmo sem apresentar muitos detalhes sobre qual seria a empresa contratada para fazer os serviços, Bernal diz que na próxima quarta-feira (14), vai apresentar um plano de trabalho emergencial.

"É um problema que precisa acabar e ser feito o mais rápido possível, vamos fazer uma força-tarefa para acabar com este incômodo", ponderou.

Os buracos estão sendo um dos principais alvos de reclamação de quem mora em Campo Grande, tomando conta das ruas e se tornando um risco para os motoristas, principalmente os ciclistas e motociclistas.

É a segunda força-tarefa apresentada por Bernal. A primeira, para limpar a cidade na primeira greve dos garis, durou apenas uma noite e um dia, depois a cidade foi tomada pela sujeira.

Gestão passada

Sempre envolvido em escândalos, na gestão passada os buracos da Capital já até viraram notícia nacional com os famosos "Tapa- buraco fantasma". Dois meses após a cena, denunciada pelo Top Mídia News no início deste ano, o secretário da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) na gestão Gilmar Olarte, Valtemir de Brito, prometeu criar um novo modelo de licitação que evitaria falhas ou superfaturamento nas contratações, mas isso nunca saiu do papel e venceu o prazo de 90 dias.

A empresa contratada, responsável por tapar os buracos que não existiam, era a Selco, com um contrato de R$ 5,918 milhões, que chegou a ser suspenso, mas renovado dias depois até 2016. Antes que uma outra decisão fosse tomada, Gilmar Olarte perdeu o posto de prefeito para Bernal, e a questão segue indefinida.