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Campo Grande já avalia acabar com uso obrigatório de máscaras em locais abertos

Prefeito Marquinhos Trad, equipe e comitê gestor da pandemia se reúnem com técnicos da Fiocruz na próxima segunda-feira para discutir o tema

28 outubro 2021 - 15h00Por Rayani Santa Cruz

Quatro dias antes de se reunir com técnicos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), do Rio de Janeiro, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) admite que é possível acabar com a obrigatoriedade do uso de máscaras em Campo Grande. Decreto impõe a medida desde junho de 2020.

Na cidade do Rio de Janeiro, a gestão liberou a população das máscaras em locais abertos, já que atingiu 65% de imunização contra a covid-19.

Em Campo Grande, o chefe do executivo destaca que a decisão final ocorrerá em conjunto com o comitê de operações emergenciais da pandemia de covid-19, que se reúne na próxima segunda-feira (1º) com a Fiocruz. Marquinhos disse, durante entrevista na Rádio UCDB, que a retirada das máscaras pode estar próxima desde que haja seguridade e amparo da ciência.

“É possível imaginar sim, de maneira lenta e gradual. Há alguns meses era uma dificuldade fazer o cidadão colocar a máscara, agora, não querem tirar a máscara. Então, você fica numa situação, em que sempre nas tomadas de decisões alguns batem palmas e outros atiram pedras. É a ciência quem vai decidir. Vivemos em um caminho de incerteza nessa pandemia, sempre as pessoas buscavam acertar com o mesmo objetivo de cuidar e salvar vidas. Mas o vírus mutou, vieram variantes e dificuldades. Tínhamos incertezas inicialmente até sobre a vacina, ou seja, as decisões tomadas, são por orientações".

Marquinhos explicou que foram várias fases da pandemia e que Campo Grande tem quase 65% da população imunizada e 90% das pessoas tomaram a primeira dose da vacina. 

“Ainda não temos essa decisão. Vamos nos reunir com nosso grupo técnico, para decidir em conjunto e não de maneira unilateral. Tiveram vários momentos: aqueles que pedimos para ficar em casa, aqueles com diminuição da capacidade de atendimento, momento do toque de recolher por causa das aglomerações e contatos físicos da vida noturna, e, neste momento de tempo, boa parte da ciência já admite".

Entre as regras está o percentual de imunizados e número de pessoas em um mesmo espaço.

"Quando o município tiver 65% da população imunizada com 1ª e 2ª dose é possível ir liberando as máscaras apenas em locais públicos e sem aglomeração. Acima de 500 pessoas é exigido a máscara mesmo em espaço livre", finalizou Marquinhos.

Projeto na Câmara

Meio que se antecipando à decisão do prefeito, o vereador Tiago Vargas, também do PSD, apresentou projeto de lei na Câmara para desobrigar o uso de máscaras na Capital. Ele argumentou sobre os baixos índices de covid-19 e vacinação em massa na cidade. Porém, o vereador quer que o equipamento de proteção também seja liberado em espaços privados. 

“Como podemos acompanhar nos dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde), em dias atuais, vivemos outra realidade, com a redução de novos casos e mortes, sendo assim, é necessária a flexibilização do uso das máscaras em Campo Grande".