Um motorista de Campo Grande afirma ter sido multado injustamente após receber uma autuação por parar sobre uma faixa de pedestre em um cruzamento da Capital. O detalhe que chamou atenção é que, na imagem enviada junto à notificação, a sinalização viária não aparece com clareza.
O caso aconteceu no cruzamento da Avenida Cônsul Assaf Trad com a Avenida da Capital. Segundo o motorista Wagner Faria Silva, a infração teria sido registrada por um radar enquanto ele aguardava o semáforo abrir.
Ao receber a notificação, Wagner decidiu analisar a foto anexada ao auto de infração e percebeu algo estranho na captura do equipamento. “Na foto aparece até a sombra da moto, mas não há nenhuma faixa de pedestre”, afirmou.
Ele relata ainda que entrou em contato com a fiscalização de trânsito municipal para questionar a situação, mas recebeu apenas a orientação para recorrer da multa caso discordasse da autuação.
Indignado, Wagner afirma que o problema vai além do valor da multa e envolve a forma como o cidadão é tratado pelo poder público. “Não é pelo valor da multa, e sim pela discrepância em relação ao poder público de querer prejudicar o cidadão de bem, que leva comida para dentro de casa todos os dias e recebe uma multa dessas”, desabafou.
O motorista também argumenta que, conforme normas brasileiras de sinalização viária, a faixa de pedestre deveria possuir material refletivo, o que, segundo ele, também não é perceptível na imagem registrada pelo radar.
Justificativa de multa chama atenção de motorista (Foto: Repórter Top)
O que diz a realidade do local
Apesar da indignação do condutor baseada na foto impressa, a faixa de pedestres existe fisicamente no cruzamento. Especialistas em fiscalização eletrônica apontam que o "sumiço" da tinta asfáltica nas infrações noturnas ocorre devido à tecnologia das câmeras, que utilizam sensores infravermelhos e flashes ajustados para refletir as placas dos veículos, ofuscando elementos sem a mesma retrorrefletividade no chão.
Agora, Wagner pretende recorrer administrativamente da autuação.
O TopMídiaNews entrou em contato com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) solicitando um posicionamento oficial sobre o funcionamento dos equipamentos noturnos e a infração do condutor, e aguarda retorno. O espaço segue aberto.






