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segunda, 17 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Com asfalto cedendo, obra investigada na Lama Asfáltica oferece riscos para a população

Lama Asfáltica

05 novembro 2015 - 18h24Por Amanda Amaral

Entre as obras investigadas pela Operação Lama Asfáltica, a Avenida Lúdio Martins Coelho, no Jardim Leblon – região leste de Campo Grande, começa a desfarelar em alguns pontos causando perigo para a população. Quem passa pelo cruzamento entre a Avenida e a Rua das Árvores observa que o asfalto, está prestes a ceder.

A parte da via em questão, às margens do Córrego Lagoa, foi bloqueada para evitar acidentes, mas ela fica justamente onde está pintada a faixa de pedestres, ampliando os riscos também para os pedestres que circulam na região.

A travessia é a principal ligação entre os bairros que ficam nas duas margens. À esquerda, no sentido centro-bairro, está o Jardim Bonança e, à direita, no sentido bairro-centro, o Bom Jardim.

Em matéria publicada pelo TopMídiaNews, em julho deste ano, o deputado Paulo Corrêa (PR) revelou a existência de inquéritos da Operação Lama Asfáltica tratando de um suposto superfaturamento nas obras da avenida, que foi construída com recursos do Governo Federal durante a gestão do ex-secretário de obras, Edson Giroto.

Foto: Geovanni Gomes 

Há pouco mais de dois meses, semáforos foram instalados no local, na tentativa de reduzir o número de acidentes registrados ali. Conforme a prefeitura, a aquisição de 20 equipamentos, espalhados em pontos críticos da cidade com grande fluxo de veículos, custou cerca de R$ 1,3 milhão. Nas duas pistas, havia radares para controle de velocidade, que foram retirados com a entrada em funcionamento dos semáforos.

Os moradores de residências próximas à via reclamam da situação, que ficou ainda mais complicada depois das recentes chuvas fortes na Capital. “Antes era um beco, acontecia acidente direto, já até vitimou duas crianças que estavam sentadas na beira da avenida. Mas aí veio a obra, que melhorou um pouco, mas foi mal feita, porque já tem três meses que está assim, o asfalto parece um lençol cobrindo o buraco”, disse a dona de casa Solange Vilhalba Tanaka, 43 anos, que reside no endereço em frente à avenida há 36 anos.

Foto: Geovanni Gomes

“É bem movimentado aqui, tem a o ‘sinaleiro’ há pouco tempo, mas ainda assim é um perigo. Não vem ninguém arrumar, no máximo aparece o pessoal para colocar as plaquinhas de sinalização e só, não adianta nada. Enquanto não cair alguém aí dentro não vão resolver”, queixa-se.

Um morador de residência localizada na esquina onde está o problema, mas que não quis de identificar, disse que está “cansado de ver gente vindo só olhar o ‘buracão’ e não resolver nada”. “Já era pra terem resolvido isso há tempos, ninguém faz nada, a gente tá cansado de esperar”, declarou.