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Campo Grande

Com previsão de chuva para MS, população se prepara para novas tragédias

24 março 2016 - 11h27Por Mariana Anunciação

Como a previsão é de chuva forte para os próximos dias em Mato Grosso do Sul, os campo-grandenses já se preocupam com os estragos antigos e as 'futuras tragédias’. O receio é comum porque muitos sofrem com a falta de energia elétrica, alagamentos, desabamentos, quedas de árvores, acidentes em buracos, dentre outros problemas recorrentes por conta da intensidade da chuva.

“Vai alagar tudo. Aqui na Via Park enche de água. Onde eu moro, no Bairro Santo Antônio, próximo a Júlio de Castilho, meu condomínio vira um rio. É uma tragédia. Isso ocorre porque as reformas são mal feitas, as obras não são planejadas, não tem para aonde a água escorrer”, destacou a vendedora Tatiane Fernandes.

 

(Foto: Geovanni Gomes. Vendedora contando sobre os problemas no seu bairro)

 

Já a médica veterinária, Rosalva Muniz, disse que o buraco na Rua Professor Luis Alexandre, conhecida popularmente como Via Park, esquina com a Rua Manoel Inácio, prejudica até a demanda do estabelecimento. Sua revolta é que o serviço foi feito a pouco tempo e o buraco já surgiu novamente, por isso, ela critica a qualidade do material utilizado.

“Incomoda muito, já vi bastante acidente, até amassou a roda do meu carro. O cliente vem aqui e é capaz de não voltar devido o buraco. Eles arrumaram há uns 20 dias e já está assim, por causa da última chuva. O material não presta. Piora bastante com a chuva, é uma região de enchente, o lago transborda e tudo inunda. Dá até medo”, contou a veterinária de um Pet Shop.

 

(Foto: Geovanni Gomes. Médica veterinária contando sobre os problemas do buraco próximo ao Pet Shop)

 

Previsão do Tempo 

A climatologia indica uma redução progressiva dos índices pluviométricos a partir dos primeiros dias de abril, em grande parte do Estado. Detalhe, de acordo com o prognóstico do meteorologista, Natalio A. Filho, no mês de abril, a estação de Outono poderá ser mais úmida que as anteriores, dos últimos oito anos.

Nas regiões sul, sudoeste (de Dourados a Mundo Novo) e parte do sudeste os índices devem ficar acima das suas médias históricas, com as seguintes chances de probabilidade: em 40% ficar acima da media, em 35% de atingir a media e de 25% de chance de ficar abaixo. 

A incidência de chuva preocupa a população, já que os acidentes são constantes. “Aqui na Avenida Hiroshima (esquina com a Felix Naglis) já tinha fechado o buraco há um mês e abriu com a chuva, essa não é a primeira vez que isso ocorre. Não deveria ter aberto tão rápido, isso é estranho”, destacou Andressa Marques, filha da proprietária de um estabelecimento comercial.

 

(Foto: Geovanni Gomes. Buraco na Avenida Hiroshima voltou após chuva)

 

Nas demais regiões de Mato Grosso do Sul, a tendência é que a precipitação fique dentro das suas medias históricas, ou até 10% abaixo. No restante do Estado, predominam totais de chuva entre 150 mm e 300 mm, ou seja, o meteorologista alerta que as precipitações devem continuar em abril.

“Existe Campo Grande? Acho que aqui é só buraco. Ficamos praticamente duas semanas sem chuvas e nada foi feito. Mentira, cortaram a grama do canteiro central. Deveriam é ter revisto os buracos e aproveitado para tampar tudo. Agora, vai vir a chuva e daí que piora mais ainda. Agora sim, eles terão mais uma desculpa para não trabalhar”, destacou o professor Marianderson Romero, de 42 anos, que trafegava pela Avenida Ernesto Geisel.

 

(Foto: Geovanni Gomes. Professor disse que a cidade é um 'queijo suíço', cheia de crateras)

A prefeitura foi questionada sobre tais reivindicações, mas não respondeu até o fechamento da matéria.