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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Comerciantes denunciam envenenamento de árvores na avenida Júlio de Castilho

Criminosos utilizaram furadeiras para implantar o veneno no tronco das plantas

02 julho 2018 - 19h00Por Dany Nascimento

Comerciantes da Avenida Júlio de Castilho, que atuam em uma pracinha na Vila Alba em Campo Grande estão em pânico, já que as árvores do local foram envenenadas na calada da noite. Os responsáveis pelo envenenamento de quatro árvores utilizaram furadeiras para abrir buracos no tronco e injetaram litros de venenos nas plantas.

O local serve de ganha pão para mais de cinco comerciantes, que estão indignados com a possibilidade de perder a sombra que atrai diversos clientes na região. No local há mais de quatro anos, Andreia Aparecida da Silva, 41 anos, afirmou que trabalha ao lado do pai na produção de caldo de cana e teme que o pior aconteça.

“Quem fez isso quer matar as árvores, já teríamos ouvido boatos de que as árvores atrapalhavam algumas pessoas, mas não sabemos quem são essas pessoas. Trabalho aqui tem quatro anos, os clientes sentam aqui, conversam, tomam garapa, aproveitam para esperar quem está no banco. Essa sombra é muito valorizada e quem fez, usou furadeira para colocar o veneno dentro delas e matar”, diz a vendedora de caldo de cana.

De acordo com os comerciantes, o crime ambiental ocorreu na madrugada da última terça-feira (26). “Quando chegamos aqui, tentamos lavar a árvore, tentamos tirar, mas o cheiro ainda está forte, acho que não conseguimos salvar elas. Nosso medo é que o veneno tenha adentrado e mate as árvores que é o sustento de várias famílias”, diz Andreia.

Entristecido com a situação, Edigar da Silva, 69 anos, diz que cuida da limpeza da praça há anos. “Eu trabalho aqui com minha filha, chego 6 horas aqui e isso foi feito durante a madrugada. Cuidamos daqui com tanto carinho, limpamos tudo aqui, os clientes sentam, conversam, ficam a vontade aqui e nosso medo agora é ficar sem nosso ganha pão”.

Responsável pelo plantio das árvores há 40 anos, Pedro Alexandre Oliveira, 76 anos, conhecido na região como o ‘Pedrão quem compra terra não erra’, afirmou ao TopMídiaNews que está arrasado com o crime contra as árvores. “Eu estou arrasado, eu plantei elas, eu cuidava dessa praça, tenho meu comércio aqui na frente. É complicado essa situação, tem gente por trás disso e queremos justiça”.

Diante disso, os comerciantes afirmam que entraram em contato com a Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana), que ficou de encaminhar uma equipe para verificar que tipo de veneno foi implantado nas árvores.

Prfeitura

O TopMídiaNews entrou em contato com a prefeitura da Capital para saber quais procedimentos serão tomados, mas até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi encaminhada.