O Jardim Panamá, em Campo Grande, sempre foi tido como um bairro tranquilo, sem grandes problemas no que tange a segurança. Entretanto, nos anos recentes, em especial após a pandemia, comerciantes passaram a ter muitos transtornos relacionados a pessoas em situação de rua e usuários de entorpecentes, e isso impacta negativamente no movimento.
Segundo relatos coletados em um condomínio comercial na esquina da rua Antônio Ferreira Damião com a Avenida Julio de Castilho, os problemas vêm se agravando e vão desde itens vandalizados no entorno e pequenos furtos, até agressões contra clientes e pedestres que passam pelo local, além do fato de essas pessoas fazerem suas necessidades fisiológicas nas calçadas vizinhas.
Para além disso, houve episódios em que uma pessoa específica passava todo os dias pelo local, se abaixava e fazia suas necessidades por ali e, ao ser questionada ou orientada, agredia a pessoa que tentava falar com ela.
Outra situação apontada é o consumo de entorpecentes em um terreno baldio que fica atrás da galeria - que já resultou em incêndio no local -, e até mesmo, relações sexuais em plena Avenida Julio de Castilho, à luz do dia.
Os condôminos contam que tiveram que fazer a remoção de uma torneira que ficava no pátio, a fim de facilitar a limpeza, porque os usuários de entorpecentes vandalizavam a estrutura.
Pedidos de providências
Quem depende do comércio diz que a sensação é de abandono e cobra uma solução que una segurança e assistência social. Enquanto isso não acontece, a preocupação cresce e o movimento nas lojas sente os reflexos dessa realidade.
Os moradores e comerciantes locais contam, ainda, que já teriam feito solicitações à prefeitura para que tomasse providências quanto à situação, a fim de coibir pequenos furtos, vandalismo e agressões decorrentes da tentativa de intervenção.
Uma dessas pessoas chegou a ser internada uma vez, por cerca de 30 dias. Entretanto, quando foi liberada, segundo os comerciantes, voltou ao bairro, passando a se fixar a cerca de dois quarteirões abaixo do condomínio.
Pouco antes de a nossa equipe chegar ao local, um idoso foi agredido por uma usuária de entorpecentes a cerca de um quarteirão da galeria. Em seguida, essa mesma pessoa ficou em frente ao condomínio, gritando e xingando as pessoas que passavam pelo local.
Moradores e comerciantes esperam que alguma providência seja tomada para coibir as agressões dos usuários de entorpecentes contra clientes, moradores e pedestres, e pedem mais segurança na região, também.
O espaço do TopMídiaNews fica aberto caso os órgãos responsáveis queiram se manifestar.








