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Campo Grande

há 1 mês

Emei de área nobre é abandonada pela prefeitura e falta de funcionários sobrecarrega servidores

Denúncias apontam que até os diretores estão precisando fazer a limpeza do espaço para atender às crianças

Funcionários da Emei (Escolas Municipais de Educação Infantil) Emy Ishida Nascimento Nogueira, localizada na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Santa Fé, afirmaram que estão atuando com pouco pessoal e sem funcionários de limpeza, precisando exercer diversas funções dentro da instituição, o que tem gerado uma sobrecarga de trabalho.

Uma trabalhadora do local, que preferiu não se identificar por medo de represálias, detalhou que a escola está praticamente sem equipe de limpeza desde agosto de 2025, quando uma das profissionais teve o contrato encerrado. A situação se agravou em 17 de fevereiro deste ano, com o término do contrato da última funcionária responsável pelo setor.

“Hoje a gente está sem funcionário da limpeza. Se quisermos trabalhar em uma sala limpa, nós mesmos precisamos limpar”, afirmou.

Além da ausência de profissionais da limpeza, a unidade também enfrenta déficit em outras áreas. De acordo com o relato, faltam mais de cinco assistentes de sala, além de profissionais de apoio à inclusão, responsáveis por atender crianças com necessidades especiais. Na cozinha, apenas duas pessoas atendem toda a demanda da escola.

A escassez de servidores tem levado professores, coordenadores e até a direção a acumularem funções. “Para não deixar a escola suja, todo mundo ajuda. Diretor, assistente, professores, cada um limpa seu espaço e, em conjunto, limpamos o restante”, disse.

A situação se agrava, pois além de cuidar de crianças de quatro meses a três anos de idade, que exige cuidados constantes com higiene e organização, os profissionais estão precisando se dedicar em outras áreas, o que pode prejudicar o atendimento aos menores.

“É impossível deixar os bebês em um ambiente sujo. As assistentes acabam limpando as salas para conseguir desenvolver atividades com as crianças”, relatou.

Diante do cenário, a trabalhadora pede providências da Semed (Secretaria Municipal de Educação) e do secretário municipal da pasta, Lucas Bitencourt, para reforçar o quadro de funcionários da unidade.

Porém, apenas uma funcionária de limpeza teria sido encaminhada para atender toda a demanda da unidade educacional, o que, segundo a profissional, não seria suficiente.

“Estamos tentando entender como querem que a educação melhore se não temos o básico para trabalhar. Está cada dia mais difícil”, finalizou.

A reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o tema, mas até a publicação desta matéria não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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