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Empregada doméstica fica dois dias com bebê morto na barriga por falta de ultrassom

Além da dor de perder a filha, ela ainda precisa passar pelo terror de precisar continuar com a criança morta dentro barriga ‘por ser final de semana’

19 agosto 2018 - 13h30Por Anna Gomes

Uma empregada doméstica de 30 anos está passando um verdadeiro drama em sua vida e denuncia a maternidade Cândido Mariano por negligência médica. Gestante de sete meses, além da dor de perder a filha, ela ainda precisa passar pelo terror de precisar continuar com a criança morta dentro barriga ‘por ser final de semana’.

Conforme a denunciante, neste sábado (18), ela estava no centro da cidade quando começou a passar mal e resolveu se sentar. Quando levantou, percebeu que estava sangrando. Rapidamente ela foi até a maternidade, onde segundo a denúncia, um médico alegou que a bebê já estaria morta.

Pouco tempo depois, o mesmo médico foi até a mulher e mudou o que havia falado anteriormente, alegando que desta vez a bebê estaria viva, mas que ela precisava realizar uma ultrassom. Foi aí que o ‘pesadelo’ começou ao saber que o aparelho da Cândido Mariano não estaria funcionando.

Desesperados, familiares tentaram procurar outros locais que a gestante poderia realizar o exame, mas foram informados pela própria maternidade que ela não conseguiria fazer a ultrassom por ser final de semana e que o procedimento só seria feito na segunda-feira (20).

“Como uma maternidade não tem ultrassom? Como esperar em um caso que precisa de urgência. Eles tinham que dar um jeito de forma ágil para fazer com que o bebê sobreviesse, mas não se importaram”, disse uma amiga da gestante.

Ainda de acordo com a denúncia, pela manhã deste domingo (19), o médico procurou a mãe para informa-la que seu bebê estava morto. Além da dor de perder a filha, os problemas da empregada doméstica ainda continuam já que o profissional formado em medicina alegou que a mulher só vai conseguir realizar uma cesárea amanhã. Ou seja, a gestante além de perder o filho, precisa aguardar para retirar o bebê que está morto em sua barriga.

“Isso é desumano. O médico disse que precisa de alguns procedimentos e como se já não bastasse ela passar a dor de perder a neném, ainda precisa ficar com ela morta na barriga? A gente acredita que foi negligência e ela também está correndo risco de vida”, finalizou a amiga.

A equipe de reportagem do TopMídiaNews tentou entrar em contato com a Maternidade Cândido Mariano para tentar registrar o outro lado dos fatos, mas até o fechamento desta matéria nenhuma das ligações foram atendidas.