A Prefeitura de Campo Grande enviou o secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, para uma imersão sobre inovação e gestão educacional em Xangai, na China, comemorando as ‘conquistas’ de ficar na 188ª posição no Ranking de Competitividade dos Municípios 2026.
Além disso, enquanto o Executivo destaca a participação em uma agenda internacional, unidades de saúde da Capital enfrentam problemas de estrutura, incluindo reclamações sobre a falta de condições adequadas de uso de macas.
A viagem ocorre entre os dias 8 e 18 de outubro e reúne secretários municipais de Educação de capitais brasileiras. A programação prevê palestras, workshops e visitas técnicas sobre formação de professores, governança educacional, uso de dados e inteligência artificial no ensino.
Em divulgação oficial, a Prefeitura apresentou a participação como parte dos avanços da educação municipal em 2026 e citou reconhecimentos obtidos ao longo do ano. A narrativa, porém, contrasta com indicadores que colocam em dúvida o alcance dos resultados anunciados.
Um dos exemplos é o ranking nacional já divulgado pelo TopMídiaNews no final de setembro. Conforme os dados divulgados, Campo Grande ficou na 188ª posição, resultado que levanta questionamentos sobre a apresentação dos reconhecimentos como sinal de avanço da rede municipal.
Uma denúncia encaminhada para reportagem aponta que algumas unidades de saúde estão sem maca e, por isso, profissionais e pacientes precisam ‘improvisar’.
“Tem dinheiro para mandar secretário para China, mas não para arrumar maca de posto de saúde”, afirmou um campo-grandense, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
Na divulgação oficial, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a participação em Xangai permitirá conhecer práticas de referência mundial e buscar soluções que possam ser aplicadas na Rede Municipal de Ensino. O secretário Lucas Henrique Bitencourt também declarou que pretende levar novos conhecimentos para contribuir com a educação de Campo Grande.
A imersão é promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a East China Normal University e o Conselho Nacional de Secretários de Educação de Capitais.
A reportagem procurou a prefeitura para fazer questionamentos sobre a viagem, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.








