A família do pequeno João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, levanta suspeitas de falhas graves no atendimento médico, especialmente na demora para transferência do menino, que pode ter sido determinante para o desfecho fatal.
Segundo relato da tia, Adriana Soares, o momento mais crítico ocorreu na noite de segunda-feira (6), quando João já apresentava um quadro grave e aguardava transferência para a Santa Casa. De acordo com a família, a vaga já havia sido liberada e a ambulância já estava disponível, mas, ainda assim, houve uma longa espera.
Durante esse intervalo, o estado de saúde do menino se agravou. Ainda conforme a tia, no momento em que a equipe tentava transferi-lo para a maca, João sofreu uma parada cardíaca. “A médica voltou e falou que, na hora de colocá-lo na maca, ele teve uma parada. Eles reanimaram por muito tempo e disseram que não tinha sobrevivido”, contou.
O anúncio da morte causou desespero na família. No entanto, pouco depois, uma nova informação trouxe esperança momentânea. “Depois de um tempo, os bombeiros voltaram e disseram que tinham conseguido reanimar e que agora ele ia para a Santa Casa”, disse.
A partir daí, a transferência foi feita rapidamente. João foi encaminhado em estado gravíssimo, já entubado e em coma induzido.
Apesar dos esforços, o menino não resistiu após dar entrada na Santa Casa. Para a família, a sequência de acontecimentos levanta questionamentos sobre a condução do atendimento, principalmente o tempo de espera antes da transferência. “Se já tinha vaga, ambulância, por que demorou tanto? A gente fica pensando se isso não fez diferença”, questiona a irmã.
João Guilherme e os pais haviam procurado atendimento dias antes após uma queda, mas o quadro evoluiu com complicações ainda não esclarecidas.









