A família de uma menina de 4 anos, vítima de abuso sexual pelo próprio pai em Campo Grande, enfrenta dificuldades financeiras e emocionais para se manter e garantir segurança após o crime. A mãe, que denunciou o homem e solicitou medida protetiva, revela que ela e os dois filhos — a filha de 4 anos e o filho mais velho, de 12 anos — eram totalmente dependentes do agressor, que era o provedor da casa.
O caso ocorreu na madrugada do dia 11 de setembro, no bairro Rouxinóis. A criança procurou a mãe e contou que havia sido abusada pelo pai, que teria colocado a mão em sua região íntima. O homem, bêbado e alterado, chegou a ligar para a Polícia Militar afirmando estar sendo acusado injustamente.
Em estado de pânico, a mãe permaneceu na linha com a atendente do 190 até a chegada da viatura, relatando medo de desligar o telefone devido às ameaças do marido. Quando os policiais chegaram, a menina demonstrava medo e pavor do pai, comportamento que, segundo a mãe, não era incomum.

(Trecho do boletim que comprova a situação da família)
A criança passou por exame de corpo de delito, que confirmou sinais de violência sexual. Após a confirmação, a mãe requereu medidas protetivas para si e os filhos, enquanto o suspeito, que possui antecedentes criminais em Rondônia, foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada. O caso segue registrado como estupro de vulnerável.
Além da situação traumática, a família enfrenta dificuldades financeiras. O agressor era o provedor da casa, e a mãe não consegue arcar com os custos do aluguel no bairro Rouxinóis. “Precisamos de ajuda, além de caro, R$ 1 mil o aluguel, ele quem pagava, é muito alto e não quero estar aqui quando ele sair da prisão. Quero alugar uma casa pequena próximo a minha família, garantindo segurança dos meus filhos”, frisa.
A menina de 4 anos apresenta sequelas emocionais do abuso e não fala, não come e evita interações. “É muito difícil ver minha filha assim, sem conseguir se alimentar e sem falar com ninguém. Cada dia é um desafio para protegê-la e ajudá-la a se recuperar”, diz a mãe.
Para preservar sua identidade, a chave Pix para doações está registrada no nome de um amigo da família, que recebe valores destinados a ajudá-los. “Qualquer ajuda é bem-vinda. Preciso sair dessa casa antes que o agressor deixe a prisão e garantir que meus filhos possam viver sem medo”, reforça a mãe.
A expectativa da mãe é conseguir mudar da casa antes dele sair da prisão e reconstruir a vida longe do agressor. Interessados em ajudar podem doar qualquer quantia na chave Pix: 418.824.072.53 em nome de Carlos Rodrigues das Neves.







