O fechamento de anexos de escolas municipais de Campo Grande, previsto para 2027, preocupa pais e responsáveis que dependem das unidades para deixar os filhos enquanto trabalham. A Semed (Secretaria Municipal de Educação) teria comunicado às direções que os espaços serão desativados, sob a justificativa de contenção de despesas com aluguel.
A decisão afeta, entre outras unidades, o anexo de educação infantil da Escola Municipal Dr. Tertuliano Meireles. Durante uma visita ao local, o vereador Maicon Nogueira (PP) ouviu relatos de famílias que não sabem como farão para levar as crianças a outras escolas caso o fechamento seja confirmado.
É o caso de Marlei, avó de uma menina atendida pelo anexo. Ela conta que a mudança vai dificultar a rotina da família, já que a unidade mais próxima ficaria a cerca de três quilômetros de distância.
“Não vou ter como ir”, afirmou, ao ser questionada sobre a possibilidade de levar a neta para outra escola.
Segundo Marlei, a desativação prejudicará principalmente os responsáveis que precisam deixar as crianças na escola para conseguir trabalhar. Ela também destaca o vínculo dos pequenos com os professores e a rotina já estabelecida na unidade.
“A maioria dos pais vai sofrer muito com isso”, disse. A avó pediu que a administração municipal considere a situação das famílias antes de confirmar a medida.
“Para ela pensar na gente com mais carinho, com mais respeito com os pais que dependem desse anexo aqui para deixar os nossos filhos para a gente trabalhar”, declarou.
Durante a visita, foi feito um apelo à comunidade para que participe de um abaixo-assinado contra o fechamento do espaço. O pedido é direcionado à prefeita Adriane Lopes e à Secretaria Municipal de Educação.
Outros anexos também podem fechar
De acordo com informações divulgadas por servidores, a medida não atingiria apenas a Escola Municipal Dr. Tertuliano Meireles. Também estariam na lista os anexos das escolas Consulesa Margarida Maksoud Trad, Antônio Lopes Lins, Professor Vanderlei Rosa de Oliveira, Wilson Taveira Rosalino e Maria Tereza Rodrigues.
A relação pode não ser definitiva, e o número de unidades afetadas ainda pode ser maior.
A principal preocupação das famílias é que o remanejamento dos alunos para outras escolas não garanta condições de acesso, especialmente para quem mora longe das unidades de destino e não dispõe de transporte.
Até o momento, não foram apresentados, nas informações disponíveis, detalhes sobre o cronograma de desativação, a quantidade exata de crianças afetadas ou como será feito o remanejamento dos estudantes.
Diante da situação, a reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o assunto, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.








