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Campo Grande

Filha de deputado de MS recebeu '600tão' de Bolsonaro

É a farra do auxílio emergencial em Mato Grosso do Sul

26 junho 2020 - 07h00Por Thiago de Souza e Vinícius Squinelo

Gabrielle Correa Orro, filha do deputado estadual, Felipe Orro (PSDB), está na lista de beneficiários do auxílio-emergencial de R$ 600. O valor foi criado para ajudar pessoas de baixa renda que não podem trabalhar durante a pandemia da covid-19. 

Entre os vários nomes que constam na lista, o da filha do parlamentar, que mora em Campo Grande, consta como depositado R$ 600, ao passo que outras, que são mães solteiras, tiveram direito ao dobro, R$ 1.200. O nome de Gabrielle consta no sistema de transparência do Governo federal.

Mato Grosso do Sul tem se destacado por supostas ilegalidades na distribuição do benefício, especialmente no meio político, com direito a primeira-dama e ex-prefeito recebendo a verba.

A reportagem tentou contato com o deputado Felipe Orro, bem como a filha Gabrielle, na noite desta quinta-feira, mas não obteve resposta. 

O Auxílio Emergencial é um benefício financeiro destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus - COVID 19

LISTÃO

Na semana passada, a Controladoria-Geral da União e Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul receberam lista com nomes de servidores públicos que não se enquadravam nos critérios para receber o dinheiro. 

Dos beneficiários indevidos, grande parte era de servidores públicos do MS. As autoridades apontaram que a maioria teve o nome inserido por falhas na triagem ou então por estarem cadastrados no Cadastro Único, ferramenta que seleciona famílias de baixa renda aptas a participarem de programas sociais. 

Personalidades como o jogador Neymar, o criminoso Marcolla e o filho de Willian Bonner, tiveram os documentos, no caso o CPF, usados por golpistas para receber o benefício, 

Todos aqueles que foram identificados como não aptos a receber o dinheiro deverão devolver o valor.