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Campo Grande

19/12/2025 13:00

Investigação apura contratos de 2024, mas Adriane tenta jogar bomba na conta de Marquinhos

O discurso oficial tem sido o de que tudo se resume a um processo 'herdado' da administração do ex-prefeito

A coletiva de imprensa concedida pelo secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, mostrou que a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) está tentando jogar para o passado a responsabilidade política pela investigação que apura uma licitação milionária da iluminação pública em Campo Grande. O discurso oficial tem sido o de que tudo se resume a um processo ‘herdado’ da administração do ex-prefeito Marquinhos Trad.

Conforme já divulgado pelo TopMídiaNews, a operação do Ministério Público investiga uma licitação realizada em 2021, que deu origem a contratos continuados de manutenção da iluminação pública. Esses contratos, embora renovados anualmente, seguem em vigor até hoje, movimentam dezenas de milhões de reais e concentram sete contratos nas mãos de três empresas que atendem toda a cidade por regiões.

Durante a coletiva, Miglioli fez questão de enfatizar que a licitação ocorreu “lá atrás”, em 2021, e que cabe aos órgãos de investigação apurar eventuais irregularidades daquele período. A narrativa, no entanto, ignorou um ponto sensível, já que a atual gestão renovou os contratos ano após ano, manteve as empresas prestando serviço e só agora, diante da operação, reforça o discurso de que não tem relação com a origem do problema.

Outro detalhe é que dois servidores municipais entraram no radar da investigação, sendo um já aposentado e outro que continua atuando normalmente na Sisep, justamente na área de iluminação pública. Mesmo após a diligência realizada dentro da secretaria, a prefeitura informou que não afastou o servidor em atividade, nem abriu Processo Administrativo Disciplinar (PAD), sob o argumento de que não há condenação nem “materialidade”.

A postura foi defendida publicamente pelo secretário, que afirmou não ser possível “prejulgar” ninguém. Segundo dados já publicados, apenas um dos contratos renovados em 2024 gira em torno de R$ 16 milhões, enquanto o volume total dos serviços de iluminação ultrapassa cifras muito mais elevadas ao longo dos anos.

Na tentativa de blindar a atual administração, Miglioli também reforçou que a prefeitura “não pode parar a cidade” e que investigação não significa condenação. Ao insistir que tudo é reflexo de uma licitação do passado, a gestão Adriane evita discutir por que não revisou, auditou ou reavaliou esses contratos ao longo do atual mandato, mesmo sendo acordos de renovação anual.

Além disso, o comunicado oficial da prefeitura reforça a narrativa de 'problema antigo': "A Prefeitura de Campo Grande informa que, com relação a Operação Apagar das Luzes, realizada pelo Ministério Público Estadual (MPMS), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) vem colaborando com a investigação, fornecendo todo material solicitado pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). A investigação refere-se a processos licitatórios realizados em gestões anteriores, para execução do serviço de manutenção da iluminação pública em Campo Grande".

A investigação segue sob responsabilidade do Ministério Público, Gaeco e outros órgãos de controle.

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