O descarte irregular de materiais e objetos está se tornando um grande problema para moradores da região da Agrovila, localizada no Bairro Jardim Tarumã, em Campo Grande. Até mesmo animais vivos, filhotes de cachorro, estão sendo abandonados no local.
Conforme relato encaminhado para o TopMídiaNews, a área é como se fosse um trilheiro de acesso a Agrovila, localizada no final da Rua Elias Gazal com a Avenida Bom Progresso. "Gostaria de denunciar esse pessoal que estava jogando lixo e esses cachorrinhos. Sei que é crime ambos", afirmou uma moradora que pediu para não ser identificada.
De acordo com a denunciante, os animais foram encontrados logo após a saída do veículo flagrado na região. A situação só teve um desfecho positivo graças à ação de moradores.
"Minha vizinha acolheu os cinco filhotes. Assim que o carro saiu, ele ouviu os animais chorando e foi até lá. Estavam dentro de uma caixa, deixados no meio de um monte de entulhos de lixo", contou.
Segundo ela, a área é utilizada diariamente por moradores da Agrovila e do Tarumã como passagem para acesso à BR-163. A moradora relata que o problema do descarte irregular é antigo e que a região já se tornou conhecida como um verdadeiro lixão a céu aberto.
"Ali é o trilheiro que dá acesso à BR e à Agrovila. Ao entrar ali é cheio de lixo. O pessoal da Agrovila já limpou, inclusive pagando para retirar os resíduos, porque muitas famílias passam por ali, inclusive crianças que vão para a escola", explicou.
Ela mora há apenas um mês na Agrovila, mas afirma conhecer a região do Tarumã há cerca de 20 anos e diz que a situação tem se agravado.
"Infelizmente é comum. Já passou patrola, moradores tentam cuidar, mas é difícil. Pessoas do próprio bairro e de bairros vizinhos jogam lixo comum, entulho e agora até bichinhos vivos", lamentou.
A denunciante afirma que reclamações já foram feitas à prefeitura e que o local chegou a ser limpo pelo poder público. No entanto, o descarte irregular volta a ocorrer poucos dias depois. "A prefeitura já limpou uma vez, mas o povo joga tudo de novo. Há pouco tempo tinham limpado, mas em uma semana já estava lotado de lixo", disse.
Além dos impactos ambientais, o medo toma conta porque alguém mal-intencionado pode se esconder na região para cometer crimes.









