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Campo Grande

há 3 semanas

Com mansão em 'ex-praça', Adriane faz escola e tenta vender mais áreas públicas; Justiça barra

De acordo com a decisão, a Prefeitura vendeu a área antes de concluir corretamente o processo para retirar o terreno da condição de espaço público

Após construir sua própria mansão em uma área que funcionava como praça no Bairro Carandá Bosque, a prefeita de Campo Grande ‘fez escola’ e tentou vender mais uma área a uma empresa privada.

No entanto, a venda foi barrada pela Justiça de Mato Grosso do Sul no Jardim Itamaracá. A decisão foi tomada após uma ação popular que questiona a legalidade da venda, já que moradores argumentaram que o espaço sempre funcionou como uma praça.

De acordo com a decisão, a Prefeitura vendeu a área antes de concluir corretamente o processo para retirar o terreno da condição de espaço público. Mesmo existindo uma lei autorizando a venda, o juiz entendeu que o imóvel ainda era uma área de uso da população no momento em que foi negociado. Por isso, a Justiça determinou a suspensão da escritura e proibiu qualquer construção no local até que o caso seja julgado.

A empresa que comprou o terreno afirma que tudo foi feito dentro da lei e que o espaço deixou de ser área pública ainda em 2007, quando uma lei municipal permitiu a venda. Mesmo assim, a Justiça decidiu que a área só passou oficialmente para a condição de terreno privado quando o registro foi atualizado no cartório, em agosto de 2025, ou seja, depois da venda já ter sido feita.

O caso ganhou repercussão porque traz à tona um problema antigo em Campo Grande: a ocupação de áreas públicas. A situação fica ainda mais delicada porque a prefeita Adriane Lopes (PP) é apontada como proprietária de uma casa construída em um terreno que também teria sido originalmente reservado como área de praça, segundo registros urbanísticos.

O contraste chama atenção, já que enquanto a Justiça barra a venda de uma praça no Jardim Itamaracá, uma situação semelhante envolvendo a chefe do Executivo municipal nunca foi revertida.

Moradores da região afirmam que a Área Verde J sempre foi usada como espaço de convivência, lazer e passagem de pedestres. Já a empresa compradora diz que o local estava abandonado, sem manutenção da prefeitura e com ocupações irregulares.

Agora, os moradores aguardam as definições do TJMS a respeito do assunto. O caso ainda deverá ser julgado em Campo Grande.

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