A mãe de uma das alunas envolvidas em uma briga na última terça-feira (11) em frente à Escola Municipal Prof.ª Gonçalina Faustina de Oliveira afirmou que a filha foi agredida por moradora do bairro sem motivação. A escola fica localizada no bairro Jardim Tarumã, em Campo Grande.
Segundo a mãe de uma das adolescentes, as adolescentes foram separadas no momento da briga, mas, enquanto a outra jovem foi afastada, a sua filha continuou sendo agredida por mulheres mais velhas.
"Primeiro, no vídeo, aparece a funcionária da escola estadual puxando o cabelo da minha filha e dando um tapa na cabeça dela. Logo em seguida, aparece essa senhora de vestido e dá um tapa na cara dela, e, no decorrer do vídeo, ela ainda continua a agredir minha filha, dando empurrões nela."
Em informações preliminares, a segunda mulher que parece agredindo a adolescente foi apontada como mãe da segunda jovem, mas a mãe da adolescente afirma que ela é apenas uma moradora da rua que estaria assistindo à cena e teria decidido agredir a menina.
"A mulher que agride a minha filha não é mãe da menina nem parente. Ela é moradora da rua onde aconteceu a briga. Ela saiu da casa dela olhando a briga e, em vez de separar, foi lá bater na minha filha."
A mãe afirma que foi até a rua e conseguiu encontrar o filho da mulher que agrediu a sua filha, e afirma que foi até a residência dela para entender o porquê a mulher ter agredido a jovem. Segundo a mulher, ela encontrou o marido da agressora no endereço que recebeu do filho da suspeita e afirmou que foi intimidada por ele.
"O esposo dela, que se apresentou como policial para mim, queria me intimidar quando eu falei que iria denunciar a esposa dele." Ele me perguntou se eu sabia dos fatos que aconteceram. Eu falei que estava gravada a agressão e que eles não tinham nenhuma relação com a briga, mas a esposa dele foi bater na minha filha.
Segundo a mãe da adolescente, ela iria de fato realizar uma denúncia formal contra a mulher por ter empurrado a sua filha.
Relembre o caso
Um vídeo enviado à reportagem mostra o momento em que duas estudantes entram em confronto e, durante a confusão, a mulher aparece atingindo uma das adolescentes com um tapa no rosto.
Segundo relatos de mães de alunos, as brigas entre estudantes têm se tornado frequentes no local, principalmente no fim das aulas.
"Essas brigas estão sendo frequentes no final da aula. "Minha filha estuda lá e quase todos os dias ela chega falando que tem uma briga diferente de meninas", relatou uma mãe.
Outra responsável, que também afirma ter uma filha matriculada na escola, disse que já teria recebido relatos de outras brigas e que a própria filha já teria sido ameaçada por uma estudante.
De acordo com ela, os confrontos estariam acontecendo cerca de duas vezes por semana. A situação preocupa os responsáveis, que cobram maior presença de agentes de segurança nas proximidades da escola nos horários de saída.
No vídeo encaminhado à reportagem, não é possível identificar com clareza o que teria provocado a briga ou confirmar se todas as envolvidas são estudantes da unidade. Também não há informações sobre ferimentos ou registro de ocorrência relacionado ao episódio.
A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação para falar sobre o assunto, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.
Confira abaixo o vídeo que registrou o momento das agressões.








