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Morre menino espancado por mãe e padrasto no Los Angeles após 20 dias internado na UTI

Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado gravíssimo, desde o dia 23 de janeiro

12 fevereiro 2024 - 14h37Por Felipe Dias

Jhemerson de Jesus Belmonte, de apenas 2 anos e 5 meses morreu na tarde desta segunda-feira (12) na Santa Casa de Campo Grande. Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado gravíssimo, desde o dia 23 de janeiro.

O menino foi vítima de agressão pelo padrasto na casa onde morava com a mãe no Jardim Los Angeles. A genitora, de 19 anos, e o padrasto da criança foram presos após a polícia analisar as contradições dos depoimentos dos dois e imagens de câmeras de segurança mostrarem que eles haviam mentido sobre o local da queda do menino. 

De acordo com informações de um parente que preferiu não se identificar, os médicos informaram que o menino perdeu massa encefálica e tinha um lado do cérebro paralisado.

Conforme apurado pela reportagem, o menino sofreu um suposto acidente em casa, no bairro Los Angeles.

Segundo a mãe, a criança caiu de um pequeno degrau enquanto brincava com a irmã de 4 anos. Porém, conforme a médica pediatra do hospital, as lesões são incompatíveis com o que foi relatado.

O caso gerou estranheza da equipe do hospital, que acionou a polícia para verificar a situação. Em depoimento aos policiais, a mãe relatou novamente o ocorrido e afirmou estar sozinha no momento do acidente.

Os policiais observaram que a mulher apresentava um pequeno hematoma no olho direito. Questionada, ela disse que foi uma briga de rua, que teve com uma ex-amiga de escola.

A assistente social da Santa Casa reportou o caso ao Conselho Tutelar da região Sul. Foi encaminhado um ofício para o órgão com as observações da médica que fez o primeiro atendimento na criança.

A mãe da criança visitou o filho por dois dias no hospital e sumiu por cinco dias. O padrasto foi encontrado pela Polícia Rodoviária Federal caminhando na pista da BR-262, na terça-feira (30), saída para Terenos. Ele aparentou nervosismo e disse não ter documentos, além de tentar dar dados falsos aos agentes federais.

O homem tido como suspeito das agressões na criança foi levado à Polícia Civil em Terenos e para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente na Capital, onde foi ouvido e liberado.  

Dois dias depois, mãe e padrasto foram presos por decisão judicial.