Mesmo após protestos e reclamações de moradores do bairro Amambaí contra a instalação do novo Centro POP ( Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) na região ao lado de uma escola, o Conselho Municipal dos Direitos Humanos de Campo Grande se manifestou a favor da abertura da unidade na região.
O apoio feito por meio de nota publicada no Diário Oficial reconhece as preocupações apresentadas por moradores, comerciantes e famílias em relação à segurança, à convivência e aos possíveis impactos da nova unidade no bairro, mas ainda assim defende a instalação e funcionamento do Centro POP.
O Conselho Municipal dos Direitos Humanos sustenta que esses receios não devem resultar na retirada ou inviabilização do serviço voltado à população em situação de rua.
Segundo o Conselho, a resposta do poder público deve ocorrer por meio do reforço de diferentes políticas na região, envolvendo áreas como assistência social, saúde, saúde mental, habitação, trabalho e renda, educação, segurança pública e zeladoria urbana.
No entanto, apesar de reconhecer essas preocupações no documento, o CMDH não aponta medidas específicas já definidas para atender às reivindicações da comunidade antes da abertura da unidade.
A nota fala em diálogo, monitoramento e fortalecimento de políticas públicas, mas não detalha prazos, ações concretas de segurança ou como será feita a fiscalização do entorno do Centro POP.
Para os moradores que fizeram manifestação sobre o caso, a preocupação continua a mesma com a ausencia de garantias práticas sobre segurança, convivência e acompanhamento da região após o início das atividades.







