A transferência de uma paciente de uma clínica psiquiátrica localizada na Avenida Gury Marques para o Hospital São Julião, em Campo Grande, tem gerado revolta e denúncias por parte de familiares e amigos. Segundo os relatos, além da ausência de comunicação, a mulher teria sido vítima de agressão dentro da unidade antes de ser removida.
De acordo com a amiga, a paciente está internada há cerca de nove meses para tratamento de depressão e crises de ansiedade, após uma tentativa de suicídio. Desde então, familiares e pessoas próximas enfrentariam dificuldades em relação a visitas e acesso a informações sobre o estado de saúde dela.
O caso mais recente teria ocorrido após uma briga dentro da clínica. Conforme o relato da amiga, a paciente foi agredida por outra interna, que teria desferido socos em seu rosto, enquanto uma terceira pessoa a segurava, impedindo qualquer reação.
No entanto, em conversas da mãe com funcionária do local, ela teria descrito que a filha teria agredido outra interna. Em ambas as versões, a mulher teria sofrido cortes na boca e no rosto, além de inchaço e sangramento.
“Ela não teve nem como se defender”, afirmou a amiga, que diz ter recebido as informações por meio de uma pessoa que também está na unidade.
Ainda segundo a denúncia, a família não foi comunicada imediatamente sobre o ocorrido. A transferência para o Hospital São Julião teria sido feita antes de qualquer aviso aos parentes, o que aumentou a angústia, principalmente porque a mãe da paciente mora fora de Campo Grande.
“A gente implora por notícias e eles dizem que não podem informar”, afirmou. Outro ponto levantado é a decisão da clínica de transferir a vítima, enquanto a suposta agressora teria permanecido no local.
Para os familiares, a medida é vista como injusta e levanta questionamentos sobre os protocolos adotados pela instituição.
Além disso, as denúncias incluem críticas à falta de transparência. Segundo os relatos, imagens de câmeras de segurança não são disponibilizadas sem ordem judicial, o que dificulta a apuração dos fatos.
O que diz a clínica?
Em retorno ao TopMídiaNews, a clínica disse que o relato não condiz com a realidade e que desconhece a informação de que alguma paciente tenha sido agredida dentro do local. No entanto, não apresentou nenhuma prova das alegações ou informou sobre investigação interna. Também se recusou a confirmar detalhes das alegações da paciente, alegando sigilo imposto pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).









