Rosilene Borges da Silva, de 45 anos, segue sofrendo com dores intensas após receber alta de unidades de saúde de Campo Grande sem conseguir uma vaga para internação hospitalar. Diagnosticada com suspeita de osteonecrose no quadril e no joelho, ela está em casa e aguarda a realização de novos exames pelo SUS.
A paciente estava internada desde o dia 30 de junho na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninha, onde aguardava transferência para um hospital. Na época, a família relatou que nem mesmo o uso de morfina era suficiente para controlar as dores.
Segundo uma amiga da família, após a divulgação do caso e uma decisão judicial, Rosilene conseguiu uma vaga na Santa Casa. Ela passou por avaliação médica, mas recebeu alta no mesmo dia.
Ainda conforme o relato, a família foi informada de que a transferência teria ocorrido por causa da decisão judicial. Depois de sair da Santa Casa, Rosilene foi levada para a UPA Universitário, onde permaneceu por cerca de uma semana antes de receber nova alta.
Desde então, a mulher está em casa, sob os cuidados de familiares. Segundo pessoas próximas, o quadro piorou e os medicamentos disponíveis não conseguem controlar as dores da mesma forma que a morfina utilizada durante a internação.
Rosilene faz acompanhamento no Hospital Universitário há aproximadamente cinco anos. Agora, segundo a família, ela foi orientada a repetir exames de imagem e de sangue para dar continuidade ao tratamento.
Os familiares, porém, afirmam que não sabem quando os procedimentos serão realizados nem quando os resultados ficarão prontos. “A situação está pior. Ela está sofrendo demais e não sabemos quando esses exames vão sair pelo SUS”, relatou uma amiga.
Conforme a família, o sofrimento é tão intenso que Rosilene chegou a comentar que preferia ter a perna amputada a continuar convivendo com as dores.
A paciente também possui outras condições de saúde, entre elas hipertensão, apenas um rim e outras comorbidades, o que aumenta a preocupação dos familiares.
A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), a Santa Casa e o Hospital Universitário para solicitar esclarecimentos sobre o atendimento, a necessidade de novos exames e a continuidade do tratamento de Rosilene.








