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Campo Grande

Mãe que abandonou bebê em canteiro estaria com depressão pós-parto

A jovem permanece internada sob observação médica no CRS Tiradentes

25 outubro 2018 - 09h21Por Dany Nascimento

A jovem de 19 anos que abandonou um bebê de um mês no canteiro da Avenida Rita Vieira, em Campo Grande, permanece internada no CRS Tiradentes.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), a mulher apresenta quadro de depressão pós-parto. Ela deu entrada na unidade por volta das 20 horas de ontem (24) e permanece internada.

Conforme a assessoria, a mulher afirmou que ouviu vozes e, em seguida, abandonou a criança no canteiro. A bebê foi liberada pelos médicos por não apresentar nenhum problema de saúde. 

O caso

A mulher de 19 anos abandonou a filha, uma bebê de um mês, no começo da noite de ontem (24), na Avenida Rita Vieira, em Campo Grande. A mãe alega ter ouvido uma voz que mandava deixar a criança no local.

Conforme a Polícia Civil, uma mulher contou que estava em seu veículo e viu a jovem caminhando visivelmente transtornada com uma criança de três anos. Ao ser interrogada pela testemunha, ela confessou que ouviu uma voz e que havia acabado de abandonar sua filha no canteiro da via.

A testemunha colocou a mulher em seu veículo e foi ao local onde a bebê foi localizada. A Polícia Municipal acionou a Polícia Militar que foi ao lugar indicado.

O pai da bebê, de 56 anos, disse que estava na casa de parentes juntamente com a esposa e as filhas. Aconteceu uma discussão no local e a jovem teria ido embora com as duas crianças.

Após ficar sabendo do que aconteceu, o pai também foi ao local. A jovem tremia muito e estava visivelmente nervosa. O Corpo de Bombeiros foi acionado. Os militares levaram as crianças e a jovem para o posto de saúde do Bairro Tiradentes.

As meninas não tiveram ferimentos e o estado de saúde delas é considerado bom. Já a jovem aguardava no local onde deve passar por um tratamento psiquiátrico. O caso foi registrado como abandono de incapaz na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga.

Já na unidade de saúde, a mulher apresentava ter melhorado e alega não queria fazer nada de ruim com as meninas e também diz amar suas filhas.