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Outubro Rosa

Nas páginas de calendário, mulheres com câncer mostram beleza da superação

Iniciativa que mostra a força feminina visa ajudar na renda de trabalhos em prol do combate ao câncer

01 outubro 2018 - 17h00Por Amanda Amaral

Em alusão ao mês de enfrentamento ao câncer de mama e o câncer de colo do útero, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Campo Grande (RCCCG) abriu a campanha ‘Outubro Rosa’, com lançamento de calendário oficial 2019. Em cada página, há fotos de mulheres que foram diagnosticadas com a doença, que estampam no olhar suas histórias de superação. 

O calendário tem cunho social e será comercializado por R$ 10,00. A renda obtida será revertida aos trabalhos desenvolvidos pelas voluntárias da Rede. As pacientes realizam tratamento no Hospital de Câncer de Campo Grande Alfredo Abrão (HCAA). 

O evento de lançamento aconteceu no pátio da nova unidade do hospital, com a presença de pacientes, familiares, voluntários e com apoio de empresas e dos cantores sertanejos Munhoz e Mariano. 

Presidente da Rede Feminina, Magda Braz Alves comemora mais uma edição do evento e sublinha a importância de se realizar exames preventivos. “Infelizmente, apesar de o nosso trabalho ter conseguido alcançar mais gente, a doença tem feito mais vítimas. Nós, da Rede, podemos ajudar com o amor, acolhimento dessa mulher, que fica bastante fragilizada, e faz amizades e pode ter a autoestima elevada”, comenta. 

A mais nova a estampar as páginas do calendário, no mês de agosto, Aline Alegre, 29 anos, descobriu a doença no início do ano. Foi diagnosticada com câncer no colo do útero e fez procedimentos de quimioterapia e radioterapia, quando foi perdendo os cabelos, mas ganhando apoio de todos os lados. 

“Aqui somos atendidas de forma espetacular, por pessoas sensíveis, um apoio fundamental ainda mais pra quem vem de fora, não tem família aqui. É assustador quando você descobre a doença, mas Deus sustenta tudo e não dá um fardo maior do que podemos carregar”, diz Aline, que comemora estar na fase final de seu tratamento.

Em busca da cura, Esmeralda Andrade, 46 anos, faz há dois anos o percurso de 221 km de sua cidade, Guia Lopes da Laguna, até Campo Grande. Assim como Aline, também passou pela quimio e radioterapia, mas precisou realizar mastectomia, a remoção das mamas, onde surgiu o câncer. 

“O pior já passou, na verdade acontece tudo muito rápido. Apesar das dificuldades, me surpreendi muito com a fé, a minha própria fé enorme, e o apoio da igreja e da minha família. Foi tão legal e diferente ser tratada como modelo, como a estrela, estavam todas muito bonitas e felizes”, conta. 

De acordo com o INCA, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil (depois do de pele não melanoma) respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Estimativa 2018/2019 aponta 59.700 casos novos de câncer de mama no Brasil, sendo 830 no Mato Grosso do Sul. Quando detectados no início há grandes chances de cura.

Rede Feminina

A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Campo Grande integra a Fundação Carmem Prudente de Mato Grosso do Sul e possui um corpo de voluntárias engajadas no auxílio aos pacientes do Hospital de Câncer de Campo Grande - Alfredo Abrão. Sediada dentro das instalações do hospital, realiza diversas atividades voltadas aos pacientes, fornecendo cestas básicas, perucas, lenços, sutiãs com próteses, kits de higiene e outros itens necessários aos mais carentes.

Aos pacientes vindos do interior, a Rede também faz o suporte, através da Casa de Apoio, com 32 leitos e média de 1.400 diárias por ano. Além da estadia, são fornecidos aos pacientes alimentação e transporte durante o período do tratamento.