O que era para ser um espaço de lazer, esporte e convivência para os moradores do Bairro Serra Azul acabou se transformando em um cenário de abandono. Com as obras paralisadas, a Praça da Juventude, localizada na Rua Rio Brilhante, esquina com a Rua Serra Azul e a Travessa Serra Alta, em Campo Grande, tem sido alvo de depredação e, segundo moradores, passou a ser ocupada por usuários de drogas.
Moradores da região relataram que o avanço da deterioração da estrutura e o sentimento de insegurança provocado pelo abandono do local.
"Quero mostrar um pouco da situação da obra, tudo acabado", afirmou uma moradora. Segundo ele, o espaço "virou moradia de usuários de drogas" e o prédio, que seria destinado a um centro comunitário, nunca chegou a ser entregue à população.
Vídeos enviados à reportagem mostram o estado da construção. Nas imagens, é possível ver vidros quebrados, forros arrancados, paredes pichadas e o mato alto tomando conta da área.
Além do aspecto visual, moradores afirmam que o abandono favoreceu a ocupação irregular do imóvel, aumentando a preocupação com a segurança de quem vive nas proximidades.
“Não terminam. Não tem segurança e ninguém fica aqui cuidando. Desde que parou de novo essa obra, tem sido esse caos”, detalhou.
A paralisação da obra ocorreu após a Prefeitura de Campo Grande rescindir unilateralmente o contrato com a empresa Campana & Gomes Engenharia Ltda., responsável pela execução da Praça da Juventude. A decisão foi formalizada em 13 de outubro de 2025, com base no artigo 79, inciso I, da Lei Federal nº 8.666/93.
Conforme a publicação oficial, a empresa teve reconhecido o direito ao recebimento de R$ 365.797,13, referentes à 21ª e 22ª medições contratuais, além de R$ 35.701,80 relativos aos reajustes dessas medições.
Com o encerramento do contrato, a prefeitura informou, à época, que a obra passaria por novas definições quanto à continuidade dos trabalhos ou à contratação de uma nova empresa para concluir o empreendimento.
Mesmo após meses, os trabalhos não foram retornados e agora os moradores convivem com mais um ‘elefante branco’ parado.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande, mas até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.








