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quinta, 27 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Onda de calor pode fazer temperatura subir a 50ºC em MS

Uma onda de calor intensa atinge a região central da América do Sul nesta semana

13 janeiro 2022 - 09h22Por Rayani Santa Cruz

Uma onda de calor intensa atinge a região central da América do Sul nesta semana e pode fazer com que Mato Grosso do Sul atinja temperaturas próximas dos 50ºC. A onda de calor vai atingir cidades na Argentina, Uruguai e Paraguai e pela proximidade com o Estado, a massa de ar quente e seca deve subir as temperaturas em diversas regiões.

O fenômeno repercute também no sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os termômetros podem chegar a 40ºC, diz matéria divulgada pelo UOL.

Por enquanto, o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) prevê que Mato Grosso do Sul deve manter o tempo abafado em praticamente todas as regiões. As temperaturas máximas ficam entre 25°C a 37°C entre essa quarta e quinta-feira (12), mas pode subir.

Sinais de calor

Os primeiros sinais do aquecimento já são foram sentidos nas cidades de San Antonio Oeste, na Patagônia argentina, que registrou 42,8ºC, onde a província de Mendoza foi colocada sob alerta vermelho. E em Buenos Aires, onde a temperatura foi de 40ºC ontem. A maior marca desde 1995.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional (SMN), a capital argentina enfrenta seu quarto dia mais quente em 115 anos, ou desde que os registros passaram a ser arquivados em 1906.

No Brasil, as temperaturas mais altas serão no Rio Grande do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso de perigo para 216 municípios do RS em razão da onda de calor.

O que está causando o calor extremo?

Ao site, o  especialista em climatologia da América do Sul e membro do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Éder Maier disse que a onda de calor atual é consequência da massa de ar quente e seca instalada entre a Argentina e o Brasil.

O fenômeno é favorecido pela área de alta pressão atmosférica que está atuando sobre o Rio Grande do Sul, inibindo a formação de nebulosidade e, consequentemente, elevando as temperaturas e reduzindo a umidade do ar.

"A baixa cobertura de nuvens e o tempo seco causam maior eficiência do sistema ambiental em converter a radiação solar em calor", diz o especialista.

Veja a matéria completa do UOL clicando aqui