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Campo Grande

03/03/2018 18:10

Abandonada há 4 anos, associação do Taveirópolis serve de esconderijo para bandidos

Uma estudante já foi alvo de estuprador, mas foi salva pela vizinhança

Após quatro anos, os moradores do bairro Jardim Belo Horizonte continuam enfrentando caos quando o assunto é a Associação de Moradores da região. A sede, que antes atendia tanto os moradores do bairro Taveirópolis, como os moradores do bairro Belo Horizonte, continua abandonada e, atualmente, serve de esconderijo para usuários de drogas, assaltantes e estupradores.

O local, que antes era coberto e fechado com cadeados, teve as telhas e portas furtadas. De acordo com o comerciante Johnathan Jara, a estrutura abandonada na Rua da Pátria coloca em risco a vida da população.

Estrutura funcionava normalmente em 2011

“Temos uma escola aqui na mesma rua, os alunos correm risco ao passar aqui, principalmente durante a noite. Não tem mais nada, antes tinha telha, agora levaram tudo. Serve para usuários, bandidos ficam escondidos, não nem como ver, tem muita árvore aqui em volta e fica muito perigoso”, diz o morador.

Jara destaca que uma estudante foi alvo de estupradores, mas a vizinhança conseguiu impedir o ato. “A menina vinha da escola, os vizinhos ouviram os gritos e ajudaram. Mas por pouco ela não foi estuprada aqui. Isso aqui é uma vergonha, o bairro é bom, mas esse local abandonado tira o sono de todo mundo”.

Ele explica ainda que os moradores se reuniram e limparam o local, já que o mato ultrapassa 1m de altura. “Os moradores se juntaram e limparam. Antigamente, tinha um campo de futebol aqui, o pessoa usava muito, mas agora está tudo abandonado. Meu pai que capinou aqui recentemente por isso está assim, porque estava pior”.

Ao caminhar dentro da estrutura abandonada, o TopMídiaNews encontrou lixo acumulado, que comprova a movimentação de pessoas na sede abandonada. “Tem marmitex aqui, mas isso aí já é do pessoal da Energisa que para aqui para comer e descansar, e descarta tudo aqui. O que também não deveria acontecer. Eles podem usar, até porque de dia faz uma sombra muito boa aqui, mas deixar sujo é complicado”.

Johnathan afirma que a população já entrou em contato com a prefeitura da Capital, que informa que em breve será feita limpeza no local. “Eles só falam isso, não pensam em utilizar a sede para algo em benefício da população. Aqui antes tinha festa junina, o espaço era dos moradores, mas agora está assim. Ninguém faz nada, nem limpeza fazem aqui, se os moradores não se virarem, nada muda aqui”.

Início do caos

De acordo com o comerciante, a situação piorou após uma eleição, onde ele foi procurado por dois homens, que diziam fazer parte do grupo do atual presidente.  "Eu ia montar uma chapa para concorrer à presidência, porém eles nos chamaram para conversar e decidimos montar chapa única, com o Walter Massulo como presidente e eu como vice. O resultado é que a chapa venceu, é claro. No dia da posse cheguei ao evento e constatei que meu nome, bem como de outros membros da chapa foram retirados do documento oficial, sem qualquer satisfação", alegou Jara.

Indignado, Jara relembra que a primeira ação do presidente, na época, foi demolir o prédio alegando que o local passaria por reformas. “Utilizei as últimas quatro telhas para fechar a porta do prédio abandonado que estava servindo de esconderijo para malandros e usuários da região. Quando foi um dia, um homem chegou ao local e retirou as telhas que sobraram, fui questioná-lo e ele me afirmou: comprei do Massulo”.

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