Batizada como Cidade Morena em uma poesia em 1920 pelo Arcebispo Dom Aquino Corrêa, no então estado de Mato Grosso, Campo Grande ficou marcada pelo apelido que ressaltava uma de suas características mais marcantes: a poeira vermelha que cobria tudo e todos.
É isso o que conta a vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, Madalena Mereb Greco.
"'Cidade Morena' é um apelido que se deu por conta de uma poesia que o Dom Aquino fez no século 20, quando veio visitar uma pastoral e, por conta da terra vermelha, da poeira, ele faz a poesia. E aí ele chama Campo Grande de Cidade Morena por conta da poeira que ficava na pele e que te deixava amorenado".
O que no século 20 marcou a cidade por ser a característica mais marcante sobre Campo Grande, atualmente permanece, porém marcando a falta de infraestrutura que muitos bairros enfrentam.
Santa Emília, Vespasiano Martins, Residencial Oliveira e Bosque das Araras são apenas alguns dos vários bairros de Campo Grande em que a poeira vermelha permanece cobrindo tudo e todos pela falta de asfalto.
Um exemplo é o bairro Vila Romana, em que os moradores desistiram de esperar pelo asfalto e passaram a cobrar a Prefeitura de Campo Grande para que, ao menos, o cascalhamento fosse feito.
"O cascalhamento foi feito em ruas laterais, mas, nas duas ruas em que faltou, eles não vieram concluir o serviço. A minha rua e outra lateral da minha casa ficaram abandonadas. Só foi feito o cascalhamento na linha de ônibus, mas na frente da minha casa está aquele buraco que não entra carro. E isso é árduo porque a gente não conta com poder público e quem deveria estar atendendo a população não resolve", afirmou um morador do bairro em entrevista ao TopMídiaNEws.
Em 127 anos, o que deu o apelido marcante para a capital sul-mato-grossense, hoje apenas marca a luta dos moradores de conviver com os problemas que a falta de pavimentação traz.










