O Projeto de Lei 11.975/2025, de autoria do vereador Marquinhos Trad (PSD), abriu um novo embate na Câmara Municipal de Campo Grande. A proposta restringe o uso de portaria virtual em condomínios habitacionais com mais de 45 unidades e obriga a contratação de porteiros presenciais.
O texto ainda prevê que os prédios que já utilizam portaria remota terão prazo de 90 dias para se adequar. Na prática, a mudança pode elevar o valor da taxa condominial, já que os custos com funcionários presenciais são mais altos.
A medida encontrou forte resistência do vereador André Salineiro (PL), que classificou o projeto como "um retrocesso".
"Em plena era da inteligência artificial, querem nos impedir de usar tecnologia para reduzir custos e aumentar a proteção. Essa lei é inconstitucional, antieconômica e retrógrada. Não cabe ao Município interferir nas escolhas privadas dos condomínios", criticou Salineiro, nas redes sociais.
Enquanto Marquinhos defende que a presença de porteiros garante mais segurança e emprego na cidade, Salineiro sustenta que a proposta limita a liberdade dos moradores de decidir o que é mais eficiente para o próprio condomínio.
"O caminho é justamente o contrário: incentivar inovação, reduzir custos e modernizar prédios. Forçar a contratação de porteiros presenciais é punir quem optou por tecnologia", reforçou o parlamentar.
O projeto segue em tramitação.







