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Campo Grande

30/08/2017 11:20

Secretaria de Educação diz que menino autista agrediu colega em momento de 'frustração'

Nota oficial não explicou motivo de espectro autista não constar em ata

A Secretaria Estadual de Educação respondeu aos questionamentos da reportagem no caso de Lorenzo, aluno autista que foi suspenso da Escola São José após ter brigado com colegas. Segundo a nota da assessoria, uma técnica do Centro Estadual de Apoio Multidisciplinar Educacional ao Estudante com Transtorno do Espectro Autista (CEAME/TEA) esteve na escola para tomar ciência da situação.

“De acordo com a ata registrada pela escola, o estudante Lorenzo, em um momento de frustração por ter perdido um circuito de provas durante a aula de Educação Física, agrediu alguns colegas de sala, inclusive com uma cadeira. Ainda de acordo com a escola, a professora de apoio estava presente e, mesmo a ação tendo acontecido de forma repentina, tentou intervir”, afirmaram. No caso, o menino Lourenzo Victor Amorin Ferreira tem nove anos e estuda no Instituto Missionário São José. 

Ainda de acordo com a nota, logo após a situação, a escola convidou a mãe do Lourenzo para uma reunião com a Direção Escolar e a Coordenação Pedagógica, ocasião na qual foi entregue uma cópia da Ata e do Regimento Escolar.

“A Secretaria de Estado de Educação, por meio do CEAME/TEA e da Coordenadoria de Gestão Escolar (Coges), está agendando uma reunião com a Direção da Escola e a mãe do estudante, para que toda a situação seja esclarecida e uma solução apropriada seja adotada para este caso, pensando sempre nas garantias dos direitos das crianças, na harmonia do ambiente escolar e no bom relacionamento entre escola e família”, informaram, no entanto, sem esclarecer o questionamento da mãe pelo fato de que não havia citação sobre o autismo de Lorenzo na ata.

Segundo a nota, a orientação é que toda a ocorrência com os estudantes seja tratada por registro escrito e com a participação de todas as partes, escola e família. “Além de caber à unidade escolar informar ao CEAME/TEA de qualquer ocorrência com os estudantes com TEA para que sejam tomadas as providencias de responsabilidade do Centro que tem o papel de assessorar, apoiar e mediar ações que contribuam com o desenvolvimento desses estudantes”.

A informação de um tutor foi contestada, pois seriam apenas professores auxiliares. A reportagem utiliza o termo tutor ou auxiliar apenas como sinônimos, sendo considerado apenas para redação da matéria.

A nota ainda ressaltou que “a avalição frente a real necessidade de um professor de Apoio, preconizado por Lei como um acompanhante especializado, é realizada por uma equipe pedagógica da educação especial, considerando questões escolares, com ênfase educacional, sendo este objeto principal do trabalho por este profissional”.

'Situação insustentável', disse diretor à mãe

A mãe de Lorenzo, Katia Amorim Figueiredo levou a escola um laudo da neurologista onde alerta que ele não pode ficar sozinho e já havia ouvido reclamações duras sobre o filho, porém nenhuma sanção.

“O meu filho é autista, tem nove anos e desde a primeira série ele está na nessa escola São José. Antes eram as freiras que tomavam conta, agora são outras pessoas. E faz uns meses que percebi uma insistência da coordenação em falar que a presença do Lorenzo estava insustentável na escola, são palavras que machucam”, conta.

Após a publicação da reportagem, o coordenador da Escola enviou mensagens para a mãe e o caso deverá ser levado ao Ministério Público.

A reportagem também entrou em contato com a escola deixando número de contato e à disposição para a versão do coordenador Rony, porém ele não retornou às ligações.  

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