Um vídeo de bastidores obtido com exclusividade pelo TopMídiaNews mostra o exato momento em que uma policial penal saca e ergue um aparelho celular no meio de uma audiência da 2ª Vara Criminal de Campo Grande. A atitude, registrada no mês de junho, chamou a atenção e gerou intriga sobre o que realmente acontecia na sala.
Nas imagens encaminhadas à reportagem, a servidora pública aparece segurando o celular na altura da cintura, com a câmera mirando diretamente para a mesa onde ocorriam os trabalhos processuais. Como o vídeo captura apenas o ato de erguer e apontar o aparelho, fica o mistério: ela estava realizando uma gravação oculta da audiência ou apenas checando a tela do telefone em um ângulo incomum?
Por critérios éticos e em estrito respeito à segurança institucional e proteção de dados, o TopMídiaNews preservou a identidade dos envolvidos e desfocou documentos e rostos que aparecem na filmagem.
A conduta levanta um alerta sobre as regras de comportamento dentro dos tribunais. A captação de imagens e áudios em atos judiciais possui regras rigorosas, determinadas pelo Código de Processo Civil e por provimentos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
Embora o registro por advogados para fins de defesa seja previsto em lei, o uso de celulares por agentes do Estado para fins alheios ao processo pode, em tese, configurar quebra de protocolos de segurança, infração disciplinar e violação do sigilo funcional, especialmente se o caso em questão tramitar em segredo de justiça.
Para esclarecer a natureza da atitude flagrada no vídeo, a reportagem entrou em contato com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e com a assessoria do TJMS. O jornal questionou se o uso do aparelho naquelas circunstâncias fere os regimentos internos e se medidas de apuração estão sendo tomadas.
Até a publicação desta reportagem, não houve um posicionamento oficial das instituições. O espaço permanece aberto.









