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Campo Grande

09/07/2023 12:50

Sindicato sugere redução de comissionados para não prejudicar escalas de pediatras

Sindicato dos Médicos cobra que Sesau arrume outra maneira de diminuir as despesas; Sesau aponta que atendimento não será afetado com mudanças

O SinMed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) sugeriu que a Sesau (Secretária Municipal de Saúde) diminua as despesas com a dispensa de funcionários comissionados ao invés de retirar a escala dos pediatras dos plantões das UPAs de Campo Grande. 

O sindicato realizou reunião na quarta-feira (5), entre os médicos lotados na rede municipal de saúde, resultou na posição contrária da categoria. Os médicos refutam à proposta apresentada pela Sesau, e indicam que o formato de trabalho interfere diretamente no bom atendimento, penalizando de forma significativa a população com a diminuição do acesso à saúde.

O sindicato informa que a Sesau quer readequações são tanto para área clínica quanto para a pediátrica, porém a pediatria sofrerá um maior impacto.

"Foi proposto finalizar as escalas de pediatria, deixando a população sem pediatra, em unidades como o Nova Bahia e Tiradentes. A categoria médica não concorda com isso, e o Sinmed-MS levará essa demanda para o Conselho Municipal de Saúde e se necessário será acionado o Ministério Público”, disse o presidente do SinMed/MS, Marcelo Santana.

Segundo ele, a alegação da prefeitura de Campo Grande é que a adequação se faz necessário, pois atingiram o limite prudencial nos gastos. O sindicato é contra e sugere diminuição dos gastos com redução de comissionados.

“Não podemos permitir que atinjam a ponta da saúde que é demasiadamente importante para a população de Campo Grande, nem impedir que a população receba um pronto atendimento de qualidade em regiões próximas as suas residências”.

O vereador e presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Victor Rocha ressaltou estar ao lado da categoria e disposto a lutar por uma saúde de qualidade.

"Vamos defender o direito das pessoas ter acesso ao atendimento médico, existem várias formas de se readequar recursos como, por exemplo, a redução de números de cargos comissionados e contratados, e não às custas de serviço médico que atinge diretamente a população”.

A pediatra Sonia Lemos, é concursada na rede municipal há 27 anos e demonstra sua total insatisfação. "Já passei por várias gestões e nunca me senti tão desrespeitada quanto nesses últimos sete anos, onde nós tivemos o desmonte da saúde, enfrentamos descredito de um prefeito que nos jogou contra a população, isso desestimula”, afirmou.

Participaram da reunião, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores de Campo Grande, Victor Rocha e gestores da Secretária Municipal de Saúde (Sesau): Bruno Cesar Casal dos Santos, assessor médico da divisão de medicina; Thiago Jose Maksoud Machado, chefe da divisão de medicina e Coordenador de Urgência da Sesau, Leonardo Reys de Vasconcelos Monteiro, para debater sobre a questão da readequação de plantões.

O que diz a prefeitura?

Em resposta, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) esclareceu que o mapeamento e readequação de plantão não vai interferir no atendimento das crianças e que não haverá alteração na quantidade de médicos, uma vez que os clínicos gerais são capacitados a atender a todos os públicos.

A Sesau disse ainda que "a presença do pediatra será reforçada, onde há um maior fluxo de crianças".

Veja a nota na íntegra:

"O mapeamento e readequação das escalas de plantão dos médicos, enfermeiros e demais integrantes das equipes das unidades de saúde não interferem no atendimento tanto para crianças quanto para adultos.

 As escalas dos plantões continuarão sendo divulgadas diariamente no site da prefeitura e nas redes sociais da Sesau, podendo ser acompanhadas pelos interessados.

O atendimento às crianças continuará sendo realizado normalmente em todas as 10 unidades de urgência e emergência. Além disso, a presença do pediatra será reforçada, com escalas de plantão 24 horas, onde há um maior fluxo de crianças.

Não haverá alteração na quantidade de médicos disponíveis nas UPAs e CRSs, uma vez que os médicos clínicos gerais, profissionais capacitados para atender todos os públicos, continuarão garantindo a assistência necessária".

  

 

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