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Campo Grande

há 53 minutos

Suposta ameaça a crianças termina em briga entre vizinhos no Aero Rancho

Moradores apresentaram ferimentos na delegacia e manifestaram interesse em representar criminalmente

Uma confusão entre moradores de um condomínio no Jardim Aero Rancho, em Campo Grande, terminou com agressões e ameaças na noite deste domingo (5).

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo 190. Ao chegar ao local, encontrou uma equipe do Batalhão de Choque auxiliando na contenção dos envolvidos.

A briga teria começado depois que um morador entrou no condomínio de carro e passou a filmar outros moradores. Pais de crianças que estavam no local relataram à polícia que o homem teria dito uma frase interpretada como ameaça aos menores.

De acordo com um dos pais, os filhos ouviram o morador dizer que era preciso “Cuidarmos das nossas crianças, senão algo pior iria acontecer”. A fala gerou revolta porque, segundo os moradores, em outras ocasiões o mesmo homem já teria feito ameaças contra crianças do condomínio.

Outro pai relatou que os filhos também ouviram a mesma frase e afirmou que o morador já teria dito anteriormente que passaria com o veículo sobre as crianças.

À polícia, o homem acusado negou a ameaça e disse que entrou no residencial acompanhado da esposa. Segundo ele, havia crianças próximas ao portão e a esposa apenas teria fingido estar filmando, por orientação do síndico. Ele afirmou ainda que passou a ser ofendido por moradores e chegou a ser chamado de pedófilo.

A filha do casal também foi ao local e relatou que foi agredida por alguns dos envolvidos. Durante a confusão, um homem admitiu ter agredido o morador com um chute e também ter atingido a filha dele. Ele afirmou que antes havia levado um soco do filho do casal.

O morador apresentou ferimento entre o olho direito e o nariz, escoriações no rosto, arranhão no braço direito e hematoma no braço esquerdo, mas recusou atendimento médico.

Outras moradoras também relataram agressões, mas algumas não souberam identificar os autores. Uma delas disse sentir dores em um dos dedos da mão.

Diante da confusão e das versões apresentadas, os envolvidos foram levados à Depac Cepol para prestar esclarecimentos. Todos manifestaram interesse em representar criminalmente de forma recíproca.

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