Horas antes de agarrar uma mulher de 40 anos e arrastar a vítima para dentro do quintal de uma casa no bairro União, em Campo Grande, o suspeito de 22 anos já havia sido registrado por câmeras de segurança rondando o imóvel. Segundo a família, as imagens mostram o homem observando a residência ainda pela manhã e, mais tarde, retornando ao local com outra roupa e uma mochila.
A vítima afirma que não conhecia o suspeito e que só percebeu a presença dele quando foi molhar uma planta próxima ao portão.
Durante a abordagem, o homem mostrou conhecer a rotina da família, inclusive a ausência do marido e de um vizinho policial.
“Quando eu comecei a falar que ia chamar meu marido, ele começou a rir e falou ‘seu marido não está aí, pode chamar’. Depois eu comecei a chamar meu vizinho, que é policial, e ele também falou que meu vizinho não estava”, relembra a vítima.
Ainda conforme a família, as câmeras registraram o homem observando o imóvel e olhando por baixo do portão. A vítima afirma que ele permaneceu nas proximidades entre o período da manhã e o início da tarde.
“A câmera capturou que ele estava na minha casa no mesmo dia, de manhã, olhando embaixo do portão, olhando tudo”, disse o marido.
O ataque ocorreu quando a mulher lavava a varanda e a filha, de 6 anos, estava dentro da residência. Conforme relatado no boletim de ocorrência, o suspeito se aproximou da vítima, agarrou a mulher e tentou avançar para dentro da casa.
Ela conseguiu reagir usando uma mangueira e entrou em luta com o homem para impedir que ele entrasse no imóvel. Durante a confusão, a filha apareceu na varanda e foi orientada pela mãe a entrar e se esconder.
A vítima conseguiu colocar o suspeito para fora da residência e trancar o portão. Um vizinho policial chegou minutos depois, ouviu os pedidos de socorro e localizou o homem poucas ruas dali.
Para a família, o que mais causa preocupação é a possibilidade de o suspeito ter acompanhado a rotina da casa antes do ataque.
“Ele foi bem pontual. Falou que sabia que eu não estava e que o vizinho também não estava. A gente nunca tinha visto ele por aqui, então ficou a pergunta, como ele sabia?”, questionou o marido.
O caso foi registrado como importunação sexual. Segundo a família, o suspeito foi colocado em liberdade após audiência de custódia e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
“Soubemos que ele foi demitido do emprego após o ocorrido, mas já está na rua, é complicado, porque não o conhecemos, e se ele quiser voltar?”, lamenta o marido.








