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sexta, 28 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Três mortes e bairros em estado de 'guerra': dengue aterroriza Campo Grande

04 dezembro 2015 - 07h00Por Mariana Anunciação

Anos depois do maior surto da doença registrado na cidade, Campo Grande volta a registrar alerta máximo contra o mosquito aedes aegypti. Já são três mortes e 21 bairros com alerta máximo para a presença das larvas do mosquito. A novidade do ano não é nada positiva. Antes a mais temida, a dengue agora faz companhia a outras duas doenças, também transmitidas pelo aedes: a chikungunya e o zika vírus, que pode causar microcefalia em bebês.

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou que, do começo do ano até esta quarta-feira (2), foram 7.209 casos notificados de dengue, sendo 3.819 confirmados, com incidência de 5 graves. Além disso, foram 3 mortes pela doença só neste ano, sendo 1 no mês de abril, outra em maio, e mais uma em novembro. O último óbito divulgado foi de uma moradora de 45 anos, do bairro Tiradentes.

Mata do Segredo, José Tavares, Nova Lima, Noroeste, Veraneio, Paulista, Carlota, Doutor Albuquerque, Tv Morena, Itamaracá, Tiradentes, São Lourenço, Guanandi, Taquarussu, Jacy, América, Jockey Club, Piratininga, Coophavilla II, Batistão e Tarumã são os bairros classificados em alerta, de acordo com o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa). 

Em 86,2% das residências se concentram a maior incidência dos casos de dengue, em seguida vem o comércio com 6%, terrenos baldios atingem 4,3% e os demais são 3,4%. Por conta disso, em Campo Grande, diversos profissionais da área da saúde estão sendo capacitados, será promovido o dia D de combate à dengue, estão sendo feitas uma série de reuniões com os agentes de saúde e de endemias para passar novas orientações de prevenção à doença e planejamento de demais medidas de prevenção.


A Prefeitura Municipal informou que serão investidos para combater a dengue mais de R$ 4 milhões na aquisição de medicamentos e também no processo seletivo para contratar mais técnicos em laboratório e farmacêuticos. “Nós vamos buscar apoio do Exército Brasileiro (EB) para instalação de tendas de apoio nas Unidades de Pronto Atendimento da Vila Almeida e do bairro Universitário. Essas tendas têm a capacidade para abrigar 20 pacientes e receber toda assistência médica”, informou o secretário Ivandro Fonseca.