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Campo Grande

VÍDEO: Sara Winter promete acampamento contra 'lei da mordaça' em Campo Grande

Projeto de lei do vereador Carlão multa quem publicar ou compartilhar fake news

10 junho 2020 - 19h00Por Thiago de Souza

A ativista bolsonarista Sara Winter gravou um vídeo onde critica o projeto de lei do vereador Carlão, que propõe multa a quem produzir ou compartilhar as chamadas fake news, em Campo Grande. No entanto, Sara é alvo de inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal, que apura notícias falsas e ameaças ao STF. 

Quem gravou o vídeo foi o apoiador do presidente Jair Bolsonaro, em Mato Grosso do Sul, Melqui Sant’Ana. Na gravação, ele alertou a ativista que o PL 9.776/20 já tinha passado pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Câmara Municipal de Campo Grande e, portanto, estava próximo de ser analisado em plenário. 

''... não se deixem intimidar... façam pressão aí na sua cidade, no teu estado, para que essa lei não se torne realidade. A gente tem o direito de ser livre. Eles dizem 'PL do fake news' somente para tentar, com uma guerra semântica, instituir um significado ruim'', alertou a ex-feminista de esquerda, que mora em Brasília. 

Winter é responsável pelo Acampamento 300, que reúne apoiadores de Bolsonaro na Praça dos Três Poderes, a fim de pressionar os poderes a não perseguir o presidente da República. Sara ainda oferece apoio para a lei campo-grandense não ser aprovada. 

A gente sabe que é 'PL da mordaça’ para amordaçar apoiadores do Bolsonaro. Não tem nada a ver com fake news. Contem comigo, 'tô' a disposição para a gente lutar. Se for preciso, a gente coloca um acampamento aí também, pra fazer pressão...''. 

A mais recente tramitação do projeto ocorreu no dia 4 de junho, onde a Comissão de Finanças e Orçamento pediu vistas para análise da PL. 

O que diz a lei

A proposta de lei proíbe a divulgação ou compartilhamento, por qualquer meio, de notícia ou informação sabidamente falsa, prejudicialmente incompleta, que altere, corrompa ou distorça a verdade, em detrimento de pessoa física ou jurídica, que afete interesse público relevante, com relação à saúde, segurança pública, economia e ao processo eleitoral ou que vise à obtenção de vantagem de qualquer natureza, salvo as autorizações legal ou constitucionalmente previstas.

Se aprovado, o texto original determina multa de dez a 150 unidades padrão fiscal do município, para quem dolosamente divulgar, por meio eletrônico ou similar, notícias falsas sobre epidemias, endemias e pandemias.