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Mulheres campo-grandenses sofrem assédio principalmente no ônibus e no trabalho, revela Itop

64% das entrevistadas já sofreram esse tipo de violência na Capital

20 março 2019 - 07h00Por Thiago de Souza

O transporte coletivo e o local de trabalho representam preocupação para mulheres em Campo Grande. Conforme pesquisa Itop, que ouviu 600 delas, 43% dizem que já sofreram algum tipo de assédio no ir e vir dos ônibus na Capital.

Os dados, coletados entre os dias 4 e 12 de março, mês que celebra o Dia Internacional da Mulher, mostram que de 600, 46% afirmam ter sofrido esse tipo de violência. Alguns números da pesquisa têm resultado maior que 100%, em razão das múltiplas respostas das participantes.

No quesito violência, além dos ônibus e do local de trabalho, 17% afiram terem sido assediadas em táxis e carros de aplicativos de carona paga. Outros 36% das mulheres revelam ter sofrido agressão verbal e moral em todos os ambientes que frequentam.

O medo, diz a pesquisa, ocupa parte importante do pensamento das mulheres em Campo Grande. Em outro item da análise, que questiona qual a maior dificuldade para as mulheres na cidade, 79% dizem que é o medo de andar na rua. Isso, em qualquer período do dia.

O assédio dentro dos coletivos da cidade, fato que motivou campanha específica para o tema em Campo Grande, é tido como a maior dificuldade da cidade para 49% das pesquisadas.

Autoridades orientam mulheres vítimas de assédio em ônibus. (Foto: TopMídiaNews)

Um dado da pesquisa que chama a atenção e é motivo de reclamação das mulheres, é sobre a violência psicológica. Para 9% das entrevistadas, somente vítimas agredidas fisicamente recebem apoio policial após o crime.

Itop

A pesquisa ouviu 600 mulheres em diversas regiões da cidade, do dia 4 a 12 de março de 2019.

A coleta de dados ocorreu com mulheres de grupos etários de 16 a 24 anos; 25 a 34 anos; 35 a 44 anos; 45 a 59 anos e acima de 60 anos. O grau de escolaridade das participantes varia de analfabeto, ensino fundamental I e II, ensino médio e superior.

Entre as mulheres ouvidas há empregadas (com vínculos empregatícios, assalariadas ou não), autônomas (trabalha por conta própria, sem renda fixa), profissionais liberais(com profissão inscrita em órgão de categoria), aposentada, desempregada, MEI/comerciante, funcionária público municipal, estadual ou Federal e Militar.

Margens

A margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos dentro de um nível de confiança de 95% sobre os resultados.

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