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Cidade Morena

Baleado pelo próprio pai em bairro nobre de Campo Grande, empresário 'foge' da Santa Casa

Há suspeitas de que o projétil ainda esteja no corpo da vítima

23 junho 2019 - 14h46Por Thiago de Souza

Apesar de ter sido baleado no tórax pelo próprio pai, na tarde deste sábado (22), o empresário Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, 28 anos, se recusou a permanecer na Santa Casa de Campo Grande. Ele se evadiu por volta das 10h deste domingo (23). 

Conforme o hospital, o paciente foi avaliado por duas médicas e estava tomando medicamentos. Ele foi transferido para a Ala Verde da unidade, para ficar em observação e depois ser reavaliado. No entanto, ele se recusou a prosseguir com o tratamento e, mesmo orientado pela equipe médica de que não poderia sair, deixou a unidade médica. 

Neste caso, ele não recebeu alta e portanto o hospital não se responsabiliza por piora no quadro de saúde. Há ainda uma suspeita de que ele esteja com o projétil dentro do corpo. Ele não passou por nenhuma cirurgia e não foi constatada nenhuma fratura. 

Na hora do socorro, promovido pelo Corpo de Bombeiros, a vítima estava consciente e orientada e informou à Polícia Militar o que tinha ocorrido dentro de uma empresa e residência que fica na rua das Garças, no Jardim dos Estados. 

O crime

Conforme informações do boletim de ocorrência, registrado na Depac Centro, vítima e o pai, Eder Lincoln Gonçalves da Cunha, que também é empresário, tinham relacionamento conturbado. Na tarde deste sábado, o empresário disse à Polícia Militar que era dono da residência, mas que era impedido de entrar no local pelo pai, de 54 anos. Ele então subiu no muro do prédio, atravessou uma marquise e conseguiu entrar no imóvel. 

Ainda de acordo com o registro policial, a Endreo entrou pelo corredor lateral, momento em que o pai abriu a porta da cozinha, que dá acesso ao corredor e armado com um revólver calibre 38 atirou no filho. Eder trancou a porta, pegou uma caminhonete Hilux e fugiu. 

Uma testemunha, que trabalha na recepção da empresa, confirmou a versão da vítima e disse que antes da confusão, o atirador havia pedido a ela que chamasse a polícia. Ela destacou, no entanto, que não percebeu que o pai tinha fugido. 

A Polícia Civil foi acionada e no local encontrou muitas marcas de sangue, uma camiseta com uma marca de tiro, a carteira e o celular do suspeito.