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Desvios de corrupção afetam até 2% do PIB do país, diz procuradora em MS

Dinheiro desviado impede novos investimentos, principalmente em programas sociais

24 ABR 2019
Rodson Willyams
13h11min
Mesa composta durante o debate. Foto: Gerson Walber/Assessoria OAB-MS

Estudantes e profissionais de diversas entidades públicas e civis debateram, durante o Fórum Estadual da ESA/MS e ESAP/MS, 'medidas de combate à corrupção e recuperação de danos causados ao erário'.

O evento aconteceu  na manhã desta quarta-feira (24), na sede da OAB/MS (Ordem dos Advogados de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

Estima-se que a corrupção no Brasil afete até 2% do PIB (Produto Interno Bruto). "A partir de 2010, depois do que se descobriu com as investigações da Lava Jato, o brasileiro se mostrou mais preocupado com o combate à corrupção", destaca a diretora da ESAP, procuradora Ludmila Santos Russi de Lacerda.

Conforme Ludmila, "estima-se que os danos causados pela corrupção no Brasil sejam altos. E os desvios financeiros acabam prejudicando os investimentos em programas sociais. O efeito nefasto da corrupção chega de 1 a 2% do PIB. Ou seja, é um custo muito alto para o país".

Para o superintendente regional da Polícia Federal Cleo Mazzotti, o que causou uma evolução foi a Lei de Lavagem de Dinheiro. "A partir do momento que teve essa legislação conseguimos quebrar economicamente as organizações criminosas. Até 2003, o nosso foco era apenas apreensões de drogas, descaminho e não conseguíamos pegar quem agia. Depois mudou-se e conseguimos a desbaratinar as organizações criminosas".

O Juiz da 3ª Vara Federal de Mato Grosso do Sul, Bruno Cezar da Cunha Teixeira, pontuou como necessário combater 'essa chaga nacional'. "Há falhas nos comportamentos e nós não estamos conseguindo proteger os bens jurídicos. Nós precisamos resgatar o princípio da responsabilização individual. Ou seja, a pessoal tem ser responsável por aquilo que fez".

Ele afirmou que a Lei de combate às organizações criminosas "permitiu que fossem usadas técnicas eficientes como a de infiltração de agentes e a própria colaboração premiada. A  Justiça Federal tem atuado bastante e analisado os casos com muito cuidado".

O evento ainda contou com o titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida, e com o presidente da OAB/MS, Mansour Elias Karmouche.

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