Menu
Busca sábado, 30 de maio de 2020
camara municipal
Cidade Morena

Desvios de corrupção afetam até 2% do PIB do país, diz procuradora em MS

Dinheiro desviado impede novos investimentos, principalmente em programas sociais

24 abril 2019 - 13h11Por Rodson Willyams

Estudantes e profissionais de diversas entidades públicas e civis debateram, durante o Fórum Estadual da ESA/MS e ESAP/MS, 'medidas de combate à corrupção e recuperação de danos causados ao erário'.

O evento aconteceu  na manhã desta quarta-feira (24), na sede da OAB/MS (Ordem dos Advogados de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

Estima-se que a corrupção no Brasil afete até 2% do PIB (Produto Interno Bruto). "A partir de 2010, depois do que se descobriu com as investigações da Lava Jato, o brasileiro se mostrou mais preocupado com o combate à corrupção", destaca a diretora da ESAP, procuradora Ludmila Santos Russi de Lacerda.

Conforme Ludmila, "estima-se que os danos causados pela corrupção no Brasil sejam altos. E os desvios financeiros acabam prejudicando os investimentos em programas sociais. O efeito nefasto da corrupção chega de 1 a 2% do PIB. Ou seja, é um custo muito alto para o país".

Para o superintendente regional da Polícia Federal Cleo Mazzotti, o que causou uma evolução foi a Lei de Lavagem de Dinheiro. "A partir do momento que teve essa legislação conseguimos quebrar economicamente as organizações criminosas. Até 2003, o nosso foco era apenas apreensões de drogas, descaminho e não conseguíamos pegar quem agia. Depois mudou-se e conseguimos a desbaratinar as organizações criminosas".

O Juiz da 3ª Vara Federal de Mato Grosso do Sul, Bruno Cezar da Cunha Teixeira, pontuou como necessário combater 'essa chaga nacional'. "Há falhas nos comportamentos e nós não estamos conseguindo proteger os bens jurídicos. Nós precisamos resgatar o princípio da responsabilização individual. Ou seja, a pessoal tem ser responsável por aquilo que fez".

Ele afirmou que a Lei de combate às organizações criminosas "permitiu que fossem usadas técnicas eficientes como a de infiltração de agentes e a própria colaboração premiada. A  Justiça Federal tem atuado bastante e analisado os casos com muito cuidado".

O evento ainda contou com o titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida, e com o presidente da OAB/MS, Mansour Elias Karmouche.

Leia Também

PÁGINA VIRADA: sem constrangimento, Willian Waack comenta protesto de negros nos EUA
Geral
PÁGINA VIRADA: sem constrangimento, Willian Waack comenta protesto de negros nos EUA
PF diz ao STF que vai ouvir Bolsonaro por causa das acusações de Moro
Geral
PF diz ao STF que vai ouvir Bolsonaro por causa das acusações de Moro
Moro sugere que Bolsonaro usou lei anticrime para proteger o filho Flávio
Cidades
Moro sugere que Bolsonaro usou lei anticrime para proteger o filho Flávio
Maia diz que Bolsonaro não 'comprou' Centrão: 'relação democrática'
Geral
Maia diz que Bolsonaro não 'comprou' Centrão: 'relação democrática'