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Cidade Morena

Coletivo discute com sociedade implantação de novos projetos em Campo Grande

A ideia é ouvir diferentes setores e verificar possibilidades antes de projetar obras

07 setembro 2019 - 11h30Por Rayani Santa Cruz

O Reviva Campo Grande trouxe uma nova perspectiva urbanística para Campo Grande e junto com o projeto para a área central, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que emprestou recursos, determinou que o município ampliasse as discussões junto a sociedade.

Com isso, houve a implantação do Coletivo Lab Campo Grande que é formado por profissionais do setor e promove  encontros, onde estudantes, arquitetos, urbanistas e historiadores se reúnem para discutir projetos e melhores iniciativas atuando em rede para um  entendimento dos potenciais do município.

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) visitou os participantes  e salientou a importância de ouvir as necessidades da população e ter um corpo técnico para fazer análises antes de projetar algo no município. 

Ele exemplificou a situação do projeto de recapeamento da avenida Bandeirantes, que ao ser feito na gestão passada, não ouviu a vontade dos comerciantes e após a aprovação enfrenta a negação dos empresários.  “Elaboraram sem ouvir os comerciantes, quando foi aprovado em Brasília, os comerciantes falaram que a obra iria quebra-los. Agora, não dá mais para mudar”, explicou.

O gestor ainda citou outro péssimo exemplo também da gestão do ex-prefeito Alcides Bernal, que retirou moradores da favela Cidade de Deus, realocando alguns em 42 moradias do bairro Vespasiano Martins. O problema é que as casas foram feitas em cima do lençol freático e agora terão de ser demolidas e os moradores transferidos. 

(Membro do Coletivo Leonardo Márquez- Foto: André de Abreu)

O Coletivo de Porto Alegre deve  permanecer 32 dias na Cidade Morena, devido a implantação do Reviva Campo Grande e determinação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). 

“A gente veio com uma equipe fixa de sete pessoas, onde vamos discutir questões de urbanismo colaborativo, somando com agentes locais. A grande proposta é provocar os diferentes setores da cidade para fomentar e construir diretrizes de projetos”, explicou Leonardo Brawl Márquez, membro do Coletivo.