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quarta, 23 de setembro de 2020
Cidade Morena

Qualidade de vida: na profissão do cuidar, enfermeiros estão adoecendo com a pressão excessiva

Em Campo Grande, no mês de janeiro, dois casos de suicídio envolvendo a profissão chocaram a população

11 maio 2019 - 09h30Por Nathalia Pelzl

Enfrentando cargas exaustivas e pressão o tempo todo, profissionais da enfermagem estão adoecendo.  A denúncia é do presidente do SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores dos profissionais da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana. 

“Hoje, em nível de Estado, existe um índice de adoecimento muito grande. Segundo pesquisa do Tribunal Regional do Trabalho, estamos em primeiro lugar no ranking - em Mato Grosso do Sul - da profissão que mais sofre acidentes de trabalho. Muitas vezes a jornada excessiva e os salários baixos, sendo necessário até tripla jornada, junto com déficit de funcionários e falta de fiscalização, geram o adoecimento”, revela.

Outro ponto observado pelo presidente é a questão dos suicídios destes profissionais, muitas vezes desgastados e cansados dos desafios. Ele defende que atuar como enfermeiro não é dom, e tem muito mais ligação com a questão humanitária e o desejo de acolher o próximo. 

Em Campo Grande, no mês de janeiro, dois casos de suicídio envolvendo a profissão chocaram a população. 

O primeiro, no dia 2 de janeiro, ocorreu com a enfermeira Janaina Silva, 39 anos, que atuava no Hospital Regional Rosa Pedrossian. Depois o técnico de enfermagem William Flávio Corrêa Franco, 37 anos, cujo corpo foi encontrado na madrugada  do dia 25 de janeiro, no banheiro da CTI da Santa Casa.

O que eles tinham em comum, além da profissão? Depressão, doença desdenhada e vista como ‘frescura’ por muita gente, que infelizmente atinge muitas pessoas.

Mesmo com aumento de casos de depressão, e agora suicídio, não há políticas públicas ativas para prevenir e cuidar da saúde emocional destes profissionais.

Segundo registro da Prefeitura de Campo Grande, de 2012 a 2017, houve aproximadamente 65 tentativas de suicídio por mês. Além disso, conforme levantamento do Núcleo de Prevenção às Violências e Acidentes e Promoção à Saúde (NPV), neste mesmo período, houve um total de 4.892 tentativas.

SERVIÇO:

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

FONE: 188

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